quinta-feira, 10 de maio de 2018
Eles
"They", de Anahita Ghazvinizadeh (2017)
Escrito e dirigido pela Cineasta iraniana Anahita Ghazvinizadeh, é o seu longa de estréia. Anahita Ghazvinizadeh estudou com o Mestre iraniano Abbas Kiarostami, e depois foi estudar Cinema em Chicago. A cineasta Jane Campion foi uma das 13 produtoras que investiu em seu filme, que teve premiere no Festival de Cannes 2017, na Mostra "Golden camera".
O filme acompanha o dilema de J ( Rhys Fehrenbacher, que nunca havia trabalhado como atriz), uma menina de 14 anos que mora em Chicago. O conflito de J é que ela toma hormônios bloqueadores, e agora, aos 14 anos, precisa tomar a decisão se ela quer ser Homem ou mulher. Sua irmã mais velha, Lauren, e o namorado dessa, o iraniano Aziz, passam o fim de semana com J, enquanto os pais dela não chegam para levá-la ao hospital e tomar a decisão no início da semana. J quer que a chamem de "Eles", uma junção de ELE e ELA em uma única pessoa.
Essa produção independente participou de vários Festivais. A sua influencia direta é o cinema naturalista de Robert Bresson. Seus personagens não atuam, estão em cena como se falassem com a pessoa do lado. Mas aqui, o que peca, é o roteiro monótono, a falta de ritmo e a perda do foco: o filme começa com o dilema de J, de repente, vamos para a casa d a família de Aziz e vira um filme sobre uma família de iranianos tentando se adaptar `a cultura americana. Depois, acompanhamos Lauren, uma artista que tenta encontrar o seu espaço. O filme procura abraçar várias causas e ampliar o tema da insegurança e falta de perspectiva para vários níveis, sem se tornar satisfatório em nenhum deles.
Enfadonho, o filme tem influencia do cinema iraniano, mas da pior forma possível. A poesia que habita em tantos clássicos , aqui se transforma em maneirismos e estilização que nem sempre funciona.
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