sábado, 30 de dezembro de 2017
Na glória, a amargura
"I could go on singing", de Ronald Neame (1963)
Drama musical inglês, mais conhecido por ter sido o último filme da atriz Judy Garland, que morreria 6 anos depois, em 1969.
O filme é visto pelos fãs como uma espécie de mea -culpa de Judy: a protagonista, Jenny Bowman, uma famosa atriz, abdica de sua vida pessoal em prol do estrelato.
Retornando para Londres para fazer uma série de shows, Jenny reencontra o Dr David (Dirk Bogarde). Há 15 anos atrás, em NY, eles foram amantes e tiveram um filho, Matt. Por conta da carreira, Jenny deixou o filho com Matt, que voltou a morar em Londres. Agora viúvo, David contou ao filho Matt que ele foi adotado, escondendo a existência de Jenny. Agora ela quer conhecer seu filho, mas David a impede.
Drama lacrimogêneo ( chorei muito na cena que Matt, o ótimo Gregory Phillips, descobre a verdade). tenta recuperar o prestigio de Judy Garland com seu grande sucesso, "Nasce uma estrela". O filme não tem o mesmo brilho, mas é uma bela chance para os fãs de Judy assistirem `a sua última performance em filmes. Ela canta divinamente vários números musicais, entre eles, a musica titulo, "I could go on singing".
Rodado em Londres, é um filme que conta com o talento extraordinário de Judy, e em especial duas cenas, aonde ela traz performance dramática admirável: na cena ao telefone com o filho, e na cena do hospital cm David.
No desfecho, ela arrasa cantando nos palcos, com total domínio em cena.
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