terça-feira, 11 de abril de 2017

Simples mortais

"Simples mortais", de Mauro Giuntini (2011) Drama brasiliense, vencedor de 2 prêmios no Cine PE em 2008: melhor ator (Chico Santanna) e melhor ator coadjuvante, para Eduardo Moraes, que interpretam pai e filho. Dividido em 3 episódios que se entrelaçam, apesar da independência de cada um, o filme apresenta personagens desiludidos, frustrados e sem perspectiva, que moram no mesmo prédio em Brasilia, uma metáfora da solidão e do "deserto humano". Amadeu (Chico Santanna) é um funcionário público que abandonou seu sonho de ser músico e ser um burocrata. Por conta disso, ele não consegue administrar o sonho de seu filho de querer ser músico. Uma ancora de um telejornal quer engravidar, e por conta disso, ela controle obsessivamente a vida pessoal, profissional e sexual do seu parceiro, um ator teatral. Leonardo Medeiros interpreta Jonas, um poeta e escritor que dá aula em uma faculdade e se relaciona com uma aluna. Casado, ele não mantém relações com sua esposa,a preferindo o sexo virtual e programas com travestis e prostitutas. Numa metrópole onde todos buscam o inferno e a decadência moral, não existe espaço para o amor. Nesse mundo tão frio e pessimista, Mauro Giuntini e Di Moretti parecem querer dizer que o ser humano não deu certo. Para quem estiver a fim de ver um filme depressivo e não se incomoda com isso, pode até achar o filme interessante, apesar de lhe faltar ritmo e histórias mais instigantes. No final das contas, o filme ficou famoso por uma cena escatológica de Amadeu defecando uma chave que ele engoliu e enfia a mão na privada para pegá-la. Pelo menos essa e a lembrança de quase todas as pessoas que viram o filme.

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