quinta-feira, 13 de abril de 2017

Meu nome é Ray

"Three generations", de Gaby Delall (2016) Impressionante a quantidade de filmes que hoje em dia, são produzidos se aproveitando da temática do gênero, assunto mais do que na ordem do dia. Impossível abrir um jornal e um site e não se deparar com discussões acerca da homofobia, cultura trans, jovens em busca de sua sexualidade. "Meu nome é Ray" faz parte dessa leva de filmes. Independente até a medula, a cineasta e roteirista Gaby Delall narra o drama de Ramona (Ellen Fanning), uma jovem de 16 anos que quer se declarar como Ray. Ela diz para sua estupefata mãe (Naomi Watts) e avó lésbica (Susan Sarandon) que nasceu em um corpo errado, e que deseja tomar hormônios para se tornar um homem. Para piorar a situação de sua confusa mãe, ela ainda precisa da autorização por escrito do pai de Ramona, que abandonou a família antes dela nascer, que ela nem sabe aonde se encontra. Uma mistura de "Minhas mães e meu pai" e " Tudo sobre minha mãe", esse drama melancólico se apoia totalmente em cima do talento do trio de atrizes , as tais "3 gerações" do titulo original. O filme com certeza não é o melhor do trabalho delas, mas o fato de ve-las trabalhando juntas confere dignidade ao projeto, que se não enche os olhos, pelo menos serve como pano de fundo para discussões acerca da responsabilidade dos pais em relação a independência de seus filhos. O ritmo do filme é bastante lento, e ele nem sequer chega a comover, como naqueles "feel good movies". Gaby Delall evitou o sentimentalismo, e talvez por conta disso o filme pareça tão frio. Uma pena, tinha um grande potencial para um publico mais amplo, mas pelo visto, ficou restrito a uma parte bem pequena de audiência.

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