domingo, 26 de março de 2017

Não sou um canalha

“Je ne suis pas un salaud”, de Emmanuel Finkiel (2015) Esse é um dos dramas mais sofridos e angustiantes que vi recentemente. Li algumas matérias falando sobre o filme, e o comentário de um espectador me chamou a atenção: Ele pedia para que qualquer espectador com tendências ao suicídio, fosse impedido de assistir ao filme. Pois é. Eu mesmo me restringiria a alguns poucos amigos para recomendar a assistir ao filme. Não que ele seja ruim. Pelo contrario. Tem 2 performances brilhantes: a de Nicolas Duvauchelle, no papel do protagonista Eddy, e de Mélanie Thierry, no papel de sua ex-esposa Karine. Eddy é um homem na faixa dos 30 anos, desempregado. Por conta de seu temperamento, Karine se separa dele e mora com o filho pequeno deles. Ela trabalha como repositora de compras em uma grande loja de departamentos. Eddy se torna alcoólatra. Um dia, durante um workshop de vendedor, ele é humilhado pelo instrutor. Ele sai para beber. No caminho, ele sofre um assalto e é ferido. Levado ao hospital, ele recebe a visita de Karine, que penalizada, o aceita de volta. Ela consegue arrumar um emprego na loja onde trabalha, convencendo o seu patrão a contrata-lo em um sub-emprego. Paralelo, em uma audiência, Eddy acusada falsamente um jovem de origem árabe de ser o autor do assalto que o vitimou. A partir daí, as duas vidas vao se destruindo ao longo do filme. De verdade, não é um filme fácil de se assistir. Nicolas Duvauchelle interpreta um dificílimo papel de um homem que não encontra qualquer simpatia com o público. Fui ficando cada vez mais irritado com o caminho que o seu personagem vai seguindo. O diretor Emmanuel Finkiel., que também é roteirista, não sente o mínimo carinho por nenhum de seus personagens. Se quer assistir a um filme com ótimas performances, veja. Se quer um filme para relaxar e descontrair, passe bem batido do filme. Curiosidade: durante uma festa, toca “Taj Mahal”, do Jorge Benjor.

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