segunda-feira, 27 de março de 2017

La vinganca

"La vingança", de Fernando Fraiha (2016) Longa de estréia de Fernando Fraiha, "La vingança" foi exibido no Festival do Rio 2016 e imediatamente ganhou status de cult. Por um lado, é ótimo porque ganha a simpatia da crítica. Por outro, ser chamado de cult pode virar uma maldição: O público acha que é um filme cheio de referencias e citações e acaba se afastando. Infelizmente, aqui no Brasil, diferente da Argentina, o filme não conseguiu seduzir o publico de cinema brasileiro. O fato de o elenco principal não ter um nome que remeta a humoristas da Rede Globo é sempre um risco a ser tomado, mas por outro, ganha frescor e o sabor de novidade. Co-produzido por Brasil e Argentina, o tema remete a um eterno clichê entre os brasileiros X los hermanos. a disputa pelo melhor futebol, melhor jogador e quem é melhor pegador quando se fala de mulheres. Caco e Vadão (Felipe Rocha e Daniel Furlan, mais cult impossível) formam uma dupla de dubles de ação decadentes. Vadão possui um opala amarelo, que ele chama de Jorge. Julia (Leandra Leal), namorada de Caco, lhe manda uma mensagem para que eles possam conversar. Essa é a deixa para Caco pedir a mão dela em casamento. Mas ele não esperava chegar no trabalho dela e vê-la transando com o chef argentino. Julia decide ir morar em Buenos Aires com o Chef e Caco, repleto de sede de vingança, convence Vadão e leva-lo para lá, sem dizer os reais motivos da viagem. Divertido quando precisa ser, e dramático e romântico na medida certa, "La vingança" tem claramente referencia ao cinema de Tarantino e Guy Ritchie, e a vive setentista do filme, tanto no visual quanto na trilha sonora, só corrobora essa sensação. Os atores estão ótimos, a piada vem na medida certa ( apesar de eu achar que Vadão poderia ter sido mais humanizado, para não ser apenas o personagem da comédia).

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