quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Um homem só

"Um homem só", de Claudia Jouvin (2015) Filme de estréia da roteirista Claudia Jouvin, que escreveu alguns roteiros de José Belmonte: "O gorila", "Entre idas e vindas" e seriados para a Tv Globo. O filme, premiado em Gramado, de onde saiu com os prêmios de fotografia, Ator coadjuvante ( Otavio Mueller) e atriz ( Mariana Ximenes), é uma deliciosa e melancólica fábula sobre o amor. Arnaldo ( Vladimir Brichta) é um burocrata casado com uma megera ( Ingrid Guimarães, em personagem muito próximo ao que ela fez em "Um namorado para minha mulher"). Inconformado com a vida pessoal e profissional, Arnaldo acaba sem querer escutando uma conversa secreta entre seus colegas de trabalho: a possibilidade de se clonar. Com essa idéia em mente, ele vai até o laboratório futurista fazer uma cópia de si mesmo: Ele, o original, segue para curtir a vida, e a cópia, pega a parte ruim. Com a entrada em cena de Josie ( Ximenes), funcionária de um cemitério de animais, e a rebelião do clone, tudo se torna um inferno na vida de Arnaldo. Um filme diferente dentro da seara das comédias românticas nacionais, por inserir elementos de realismo fantástico e futuristas na trama, "Um homem só" tem todo o requinte de um ótimo filme argentino: ótimo roteiro, bons atores e uma fotografia elegante e classuda. Vale assistir ao filme, que é muito divertido e possui no seu elenco participações especiais de MIlhem Cortaz, Eliane Giardini, Debora Lamm e Leticia Isnard. O Rio de Janeiro apresentado no filme é muito diferente da cidade colorida e de cartão postal que estamos habituados a assistir. A trilha sonora, do craque Plinio Profeta, é uma maravilha.

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