quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Demônio de Neon

"The neon demon", de Nicholas Winding Refn (2016) Existem poucos Cineastas narcisistas e vaidosos no mercado, mas creio que nenhum se compara a Nicholas Winding Refn, que assina nos créditos apenas como "NWR". Diretor dos cults "Drive" e "Somente Deus Perdoa", Refn realizou um dos filmes mais bizarros e polêmicos do ano. Vaiado à exuastão em Cannes, onde esteve em competição, o filme elabora uma metáfora sobre a vaidosa e a inveja no Universo das super modelos. Cenas de necrofilia ( que atriz Foda é Jena Malone, corajosa e totalmente fora da casinha), canibalismo e nem procurem encontrar respostas concretas para tudo o que acontece na meia hora final. Para mim, é delírio visual e provavelmente muitas drogas consumidas por Refn e os outros roteiristas do filme. Sempre fui a favor da liberdade criativa dos autores, e aqui, não existem concessões. Jesse (Ellen Fanning, linda em sua beleza glacial) é uma aspirante a modelo que tenta a sorte em Los Angeles. Ela conhece uma maquiadora de modelos e que trabalha nas horas vagas maquiando cadáveres. Ruby (Jena Malone), que se apaixona de imediato por Jesse. Quando Jesse vende uma seleção, ela ganha a antipatia de uma dupla de modelos. Com um elenco cult, que vai de Karl Gusnan ( do filme "Love", de Gaspar Noé) e Keanu Reeves, fazendo um tipo bronco, o filme provavelmente suscitará muita ira dos espectadores desavisados. Tem um ritmo lento, mas as imagens escandalosamente belas e estilizadas e a fotografia publicitária, a cargo de uma mulher, Natasha Braier, conferem interesse. A trilha sonora remete aos sintetizadores dos anos 80, marca registrada de Refn. Para quem quer assistir a algo inusitado e diferente, essa é uma grande pedida. Mesmo que por curiosidade.

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