terça-feira, 8 de outubro de 2013

Sacro Gra

"Sacro Gra", de Gianfranco Rosi (2013) Vencedor do Leão de Ouro em Veneza 2013, com o prêmio de melhor filme ( Pela 1a vez um documentário ganha o prêmio máximo). O filme tem como ponto de partida o GRA (Grande Raccordo Anulare), o grande anel rodoviário que circunda Roma. Durante 2 anos, o diretor Rosi entrevistou pessoas que moram nos arredores da estrada, e levou mais de 8 meses editando. Entre pequenos momentos de cada personagem, o filme procura trazer humor e emoção nas vidas solitárias e bizarras de seus personagens atípicos. Entre eles, duas travestis que moram em um trailer, um príncipe que aluga sua mansão para festas e filmagens, imigrantes que moram num cabeção de porco, paramédicos de uma ambulância, um especialista em palmeiras e tantos outros. O grande trunfo desse filme é a fotografia. De resto, é uma chatice sem dó nem piedade, que me faz pensar a cada segundo o que levou o Juri de Veneza a premiar esse filme. Quanta pretensão, quanta idéia vazia. O filme investe em personagens, mas diferente de Eduardo Coutinho, não tenta invadir a vida dessa pessoa, o espectador não compartilha de sua história. É tudo muito breve, aleatório, sem costura. Se pelo menos o cineasta levasse o filme para um pensamento mais experimental, na linha de um "Koyanisqatsi", teria sido muito mais interessante. Do jeito que está, é um remédio fulminante para provocar sono e tédio. Nota: 3

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