quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Heli

"Heli", de Amat Escalante (2013) Grande vencedor do Prêmio de Melhor Direção em Cannes 2013, esse retrato cru da violência mexicana escandalizou muita gente. Mas curiosamente, vejo muita semelhança desse filme com "Kinatay", filme de Brillante Mendoza que também ganhou Melhor Direção em Cannes no ano de 2009. Ambos mostram cenas de tortura realista, extremamente fortes. Ambos falam sobre personagens amorais e que devem ser punidos. Pelo que se vê, o juri gosta de um sadismo. Numa cidade do México, uma menina de 12 anos que mora com seu irmão, sua cunhada, sua sobrinha pequena e seu pai, se apaixona por um jovem cadete. O casal planeja fugir e casar. Para isso, o cadete rouba dois pacotes de cocaína da própria polícia. Pego com a mão na massa, o cadete e a família da menina são torturados barbaramente. Em ritmo extremamente lento, mas mostrando uma vida grotesca e paupérrima, escalante estiliza a violência através de planos fixos e longos, com visual estonteante. Algumas cenas chegam a ser divertidas de tão bizarras: o cadete fazendo exercícios usando a menina como peso. a detetive que oferece seus seios nus para Heli mamar dentro de um carro. Mundo cão para chocar o público, "Heli" só não é melhor porquê a história desanda lá pelo meio, perdendo seu foco. Mesmo assim, é um filme que merece ser visto pela sua desumanização, pela forma cruel e fria de mostrar a realidade. Aviso: cenas de violência com animais no filme. Nota: 7

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