sábado, 5 de janeiro de 2013

People mountain people sea

de Cai Shangjun (2011)
Vencedor do prêmio de melhor diretor em Veneza 2011, Shangjun faz um filme frio, cru, assim como os filmes de seu compatriota chinês, Jia Zheng ke, e seu "Em busca da vida". São filmes onde os protagonistas seguem sem rumo, apáticos, vivendo em um mundo sem esperança, onde as pessoas seguem solitárias e desprovidas de amor. A história gira em torno de Lao Tie (atuaçao brilhante de Chen Jianbin), um homem que mora na cidade grande e resolve, 10 anos depois, retornar a sua cidade Natal. Lá, descobre que seu irmão caçula foi assassinado e roubado. Lao Tie resolve ir em busca do assassino, após descobrir que a polícia nada pode fazer. Se esse filme tivesse caído na mão de Park Chow Woo, teria se transformado numa saga épica regada a muito sangue tripas. Aqui, a violencia é moral. O filme segue lento, em planos contemplativos, mostrando uma região do sudoeste da China onde a modernidade passou longe, mais parecendo um local primitivo, onde as pessoas moram em favelas ou casas extremamente humildes. A pobreza caminha junto com a corrupação e a bandidagem. A fotografia do filme é belíssima, exposta numa tela 2:35, dando uma grandiloquência nas regiões montanhosas e principalmente, na locação de uma mina, que é onde o filme termina. Alías, tem um plano-sequencia do personagem descendo pelo elevador de uma mina que é fabulosa, parece uma descida ao inferno. Outra cena memoravel é quando o personagem caminha com um amigo drogado por uma favela. A única cena de amor do filme mais parece uma cena de estupro. Chocante também é uma cena em que um menino vai ser largado para uma familia adotiva e ele se recusa a ir. Um filme cruel, seco, que termina de forma trágica. Não é para qualquer espectador. A expressão "People mountain e people sea, significa "muita gente confinada em um espaço pequeno". Nota: 8

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