sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

A viagem

"Cloud Atlas", de Tom Tykwer, Andy e Lana Wachowski(2012)
Um primeiro lugar, quero declarar um absurdo inacreditável: Como esse filme não foi indicado para o Oscar de maquiagem? Um dos grandes baratos do filme é justamente voce ficar tentando adivinhar quem é o ator escondido por trás daquela maquiagem? No filme, os mesmos 6 ou 7 atores principais interpretam entre 5 a 6 papéis diferentes, não somente em tipos, mas também em sexo e etnia! Um trabalho escandalosamente perfeito! Outro item que também preciso dizer em relaçào ao filme: ele é quase idêntico ao nacional "Uma história de amor e fúria", de Luis Bolognesi. Usando a estrutura narrativa que segue épocas distintas, misturando passado, presente e futuro, acompanhamos o passar de gerações entre personagens heróicos, que procuram lutar por sua liberdade e a de seu povo. No nacional, as vozes de Selton Mello e Camila Pitanga. No filme americano, temos um elenco multi-mega-estelar: Tom Hanks, Joe Broadbent, Jim Sturgess, Hale Berry, Doona Bae, Hugo Weaving, Ben Wishaw e outros tantos que compõe igualmente em tamanho os seus papéis. Esse é com certeza um dos filmes mais corajosos, ambiciosos e criativos que vi a muito tempo. Fico imaginando um produtor recebendo esse roteiro da mão de algum diretor que o deseja realizá-lo. Com certeza esse diretor seria banido de mundo cinematográfico, tal a ousadia do projeto. O filme se passa entre o período de 1849 a 2346, em países distintos. No prólogo, narrado por um velho interpretado por Tom Hanks num futuro distante, ele conta várias histórias, tendo como tema a conex!ao que existe entre as pessoas de épocas variadas, que têm em comum o desejo de lutar contra um sistema opressor,tendo o amor como sua maior arma. Fico imaginando as pessoas cometando sobre esse filme, como já tenho lido no Facebook, de pessoas que o viram baixado: é um filem longo, chato, incompreensivel, pedante, pretencioso. Reitero aqui o poder de uma tela de cinema: Esse é um filme para ser visto em tela grande. Eu também teria achado um porre numa tela pequena. Em grandes proporções, é um filme que salta aos olhos, que transborda beleza, magia cinematográfica, emoção. Fiquei de olhos grudados o tempo todo. A montagem é surpreendente, o montador desse filme merecia um prêio pela extrema dificuldade de juntar as várias histórias de forma conexa. O desfecho das histórias é bastante emocionante, com destaque pra história da androide futurista. O público do cinema assistiu atento, rindo, comentando. O personagem do idoso que fala o tempo todo "I know, I know" é sensacional. Na cena que ele fica pra tras, o cinema inteiro gritou. Atenção: nào saiam do cinema quando o filme terminar. Nos créditos, aparecem os personagens interpretados por cada ator. É um presente dos produtores do filme para o sue público. Só lamento a crítica do jornalista de um jornal, que veio de brincadeira e achincalhou o titulo do filme em português, "A viagem". Como eu disse antes, é um filme muito ousado para padrões americanos, e ter sido realizado foi um grande trunfo, goste-se ou não da proposta. !Nota: 9

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