segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Tomcat

"Kater", de Händl Klaus (2016) Escrito e dirigido pelo Cineasta austríaco Händl Klaus, "Tomcat" é terminantemente proibido para quem tem pavor de ver cenas de maus tratos com animais. O filme ganhou o Premio Teddy no Festival de Berlin 2016, dedicado a filmes com temática Lgbts. Com fortes cenas de erotismo, nudez explicita e violência, o filme foi apontado por muitos críticos como uma referencia ao cinema de Michael Handke, o mais famoso dos cineastas da Austria. E não é por menos: Händl Klaus foi trabalhou em alguns filmes de Kaneke. O filme acompanha a rotina do casal gay Stefan e Andreas. Apaixonados ao extremo, eles demonstram o seu amor no trabalho (Stefan é músico, Andreas é produtor da Orquestra) e em casa, em cenas explicitas de sexo. Com eles mora o gato vira-lata Moises. Moises é a paixão do casal. Um dia, no entanto, num acesso inexplicável de violência, Stefan provoca um terrível crime. A relação do casal vai se deteriorando, até chegar em um novel insuportável de convivência. Eu achei que fosse gostar mais do filme. Ele é longo ( 2 horas intermináveis), talvez pelo ritmo extremamente lento de essa impressão do filme não acabar nunca. E pelo que li em algumas matérias, até achei que fosse mais violento. Não chega a ser um filme de Haneke, que faz o espectador sentir um nível absurdo de angústia. (Outro austríaco famoso, Ulrich Seidl, também se utiliza de temas que deixam o espectador sem fôlego, tamanho é o desconforto.) O filme vale ser visto pelo trabalho dos 2 atores principais: Philipp Hochmair e Lukas Turtur, que se entregam 100% aos seus personagens, em cenas viscerais de sexo e violência.

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