quinta-feira, 21 de setembro de 2017

A ghost story

"A ghost story", de David Lowery (2017) Repetindo o mesmo casal (Rooney Mara e Casey Afleck) de seu filme de 2013, "Amor fora da lei", o roteirista e diretor David Lowery se mostra um realizador eclético. Em 2016, ele dirigiu para a Disney o infantil "Meu amigo, o dragão", e agora ele lança "A Ghost story", uma história de amor fantástica, que parece uma mistura de "Ghost", "Asas do desejo" e "Te amarei para sempre". Lendo uma entrevista com o diretor, o que mais gostei de saber foi que a caracterização do fantasma, ele se baseou na obra-prima de Hayao Myiazaky, "A viagem de Chihiro". Ele sempre ficou fascinado na imagem do fantasma, como se ele usasse um lençol com 2 olhos vazados. O filme começa com Casey Afleck (C) e Rooney Mara (M) se mudando para uma casa no campo. Ele é compositor. Eventualmente, eles escutam barulhos pela casa. Um dia, C morre em um acidente de carro em frente `a casa. Ele acorda em um morgue, e descobre que virou um fantasma, porém, coberto por um lençol. A partir daí, ele acompanha a rotina de luto de sua amada, até o dia que ela escreve um bilhete, esconde na parede e vai embora da casa. O filme faz então viagens no tempo, mostrando futuros moradores da casa, e também volta ao passado, mais precisamente no Séc 19, no terreno onde no futuro será construída a casa. Com uma belíssima fotografia, o filme foi exibido em Sundance e ganhou prêmios no Festival de Deauville, incluindo melhor filme. No entanto, é um filme que divide opiniões: tem quem goste, tem quem odeie. De fato, enquanto eu assistia, eu não me apaixonei pelo filme. Só fui passar a gostar depois que o filme acabou e fiquei refletindo sobre ele, o porque dele ter sido feito. Casey Affleck, que havia ganho um Oscar, se arrisca em um papel onde ele passa 70% do filme coberto pelo lençol. Rooney Mara não compromete. Não é um filme de atuações, e sim, de atmosfera, de brincar com a fantasia, com o metafísico, quase filme de divagações filosóficas de Terrence Malick. No final das contas, é uma versão existencialista e filosófica de "Ghost". Vale assistir e tirar suas conclusões.

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