sexta-feira, 1 de setembro de 2017
O acampamento
"Killing grounds", de Damien Power (2016)
Antes mesmo da estrutura narrativa em vários tempos não cronológicos de "Dunkirk", de Christopher Nolan, o cineasta e roteirista Daniel Power havia usado esse recurso nesse seu premiado filme de terror," O acampamento". Fácil fácil, ele engana o espectador. O filme foi exibido em Sundance, Toronto e vários outros Festivais, e fez um enorme burburinho, muito por conta de sua violência extrema, que lembra clássicos do gênero como " A quadrilha de sádicos", de Wes Craven.
A história é simples: 2 casais distintos resolvem acampar em um lugar isolado em uma floresta. Uma família com dois filhos e um casal solteiro, na véspera do ano novo. O que eles não poderiam imaginar, era a presença de dois tipos psicopatas que moram na região.
Esse tema de inocentes nas mãos de assassinos, já vimos aos montes no cinema. O que difere aqui, é o extremo realismo das cenas, e a construção narrativa que engana o espectador.
Os atores são ótimos e morri de pena de boa parte dos personagens.
É um filme proibido ao extremo para quem gosta de acampar em lugares isolados. Com certeza ficarão psicóticos.
O diretor e roteirista Damien Power disse que escreveu essa história diante da possibilidade de ver uma cabana abandonada em um camping, sobre o que teria acontecido aos donos. Ele apenas abusou do sadismo e da angústia para explicitar o seu pensamento.
Rigorosamente proibido para pessoas sensíveis e que não conseguem assistir a cenas de tortura física e psicológica. Aqui tem que ter coragem para assistir, ainda mais envolvendo um bebê. Fiquei mega tenso do meio pro final do filme.
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