segunda-feira, 19 de junho de 2017

Z - A cidade perdida

"Z- The lost city", de James Gray (2016) Exibido no Festival de Berlin 2017, "Z- A cidade perdida", é uma cinebiografia em tom de aventura intimista, quase um "Fitzcarraldo", sobre a obsessão do explorador britânico Percy Fawcett (Charlie Hunnan) de encontrar o que seria o Eldorado da Amazonia, uma região que fazia limite entre Bolivia e Brasil, intitulada de "Z". De 1905 a 1926, Percy fez 9 viagens ao local, sem sucesso. Ele chegou a encontrar resquícios da civilização, mas os cientistas britânicos o ridicularizaram, pois consideravam os indígenas um povo inferior culturalmente. Percy largava sua esposa, Nina (Sienna Miller) e os 3 filhos para se aventurar na floresta junto do fiel Henry Costin (Robert Pattinson). Da última vez, ele viajou sozinho com seu filho já crescido, Jack (Tom Holland), e ambos acabaram desaparecendo. Percy chegou a servir o exercito britânico lutando contra os alemães na 1a guerra mundial, e Henry o acompanhou. O filme discute também o feminismo, através da personagem de Nina, que em determinado momento, diz querer acompanhar uma das viagens e Percy recusa, dizendo que não é coisa para mulheres. Bem dirigido, tem uma ótima atuação de Charlie Hunnan. A participação de Robert Pattinson é bastante discreta, pois seu personagem aparece pouco e fica muito na sombra de Percy. Tom Holland somente surge na parte final da história. Sienna Miller cumpre com discrição a esposa devotada. O que prejudica bastante o filme, é a sua longa duração, de quase 145 minutos, e sua fotografia extremamente escura. Tinham muitos momentos que eu não conseguia enxergar quase nada. Sei que a proposta provavelmente é fazer o espectador se sentir na pele dos personagens e não enxergar nada, mas ficou muito exagerado.

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