quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Um e dois

"One and two", de Andrew Droz Palermo (2015) Filme de estréia do Cineasta e roteirista Andrew Droz Palermo, que já havia realizado um longa documental. Exibido no Festival de Berlin 2015, dentro da Mostra "Geração", o filme é, por incrível que pareça, um misto de "Carrie", "A vila" e "A arvore da vida". Como se essa mistura não fosse possível, o cineasta ainda realiza a façanha de fazer um filme com 2 irmãos com super poderes em uma estética de filme independente e de arte. Afinal, a quem esse filme se destina? Não há dúvidas de que é um filme ousado em sua concepção. Filme fantástico, sobr eum universo fantasioso: uma família Amish mora em uma fazenda isolada em uma floresta cercada por um muro alto ( A vila). Os 2 filhos do casal, um casal adolescente, possuem poderes de telecinese: eles podem se transportar para onde quiser (Carrie). Tudo isso embalado por offs filosóficos, existencialistas dos personagens do Pai e do filho, que divagam sobre a condição humana, vida e morte. Acho pouco provável que o público adolescente compre esse filme: ele é lento demais, estiloso demais, sem ritmo e as cenas de ação são mais paradas do que um filme do Tarkovsky. O público adulto também não sei se compraria essa versão remix de "A vila", do Shayamalan. Mesmo porquê, no meio da história já descobrimos o segredo. E quando esse segredo vem à tona, vem sem qualquer tipo de mistério ou surpresa. É uma pena, pois a fotografia é um escândalo de bonita: o fotógrafo Autumn Durald faz imagens belíssimas focando natureza e pessoas em convívio com ela. O elenco faz o que pode nesse roteiro sem novidades. Resta ficar de olhos grudados nas belas imagens. Nota: 7

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