sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Jia Zheng Ke , o homem de Fenyang

"Jia Zheng Ke, o homem de Fenyang", de Walter Salles. Recuperando o seu excelente dom para conduzir um documentário ( vide o antigo seriado documental "China"), Walter Salles faz aqui um testamento emocionante sobre o legado do cinema do chinês Jia Zheng Ke para os cinéfilos do mundo inteiro. Fã confesso desde 1998, Walter acompanha o cineasta até a sua terra natal, a cidade de Fenyang, norte da China, onde até o dialeto é diferente. Lá, ele reencontra, 29 anos depois, amigos, parentes ( sua mãe e irmã), atores e principalmente, as locações que serviram de cenários para os seus filmes. Pode ser que você nunca tenha ouvido falar dos filmes "O mundo", "Plataforma", Em busca da vida", 24 cidades", Um toque de pecado". Mas se você entrou por um acaso na sala de cinema que está exibindo o documentário, com certeza, você ficará tentado a querer ver a todos os seu filmes. De fala mansa, olhar triste, contemplativo, os filmes de Zhenk ke são como ele: t6em o seu olhar, o seu ritmo, a sua melancolia por uma memória de um tempo que não existe mais. Em determinado momento, o cineasta diz que faz seus filmes em sua cidade natal para poder preservar a memória dela nos filmes, já que a modernidade da China significa destruir tudo o que é antigo. Muitos depoimentos são emocionantes e às vezes até hilário. Quando fala de seu pai, Zheng Ke chora. Quando fala da época em que era aluno de interpretação, Zheng Ke ri de como ele era péssimo ator. O seu fotógrafo dá um depoimento divertido dizendo que o cineasta o enganou, querendo usar uma tecnologia barata para poder fazer um longa. O filme, no entanto, é conduzido pela memória e pelo amor ao cinema. Tudo exala paixão pela sétima arte. É um filme obrigatório para cinéfilos, para quem ama a cultura e a história da China e principalmente, para os nostálgicos que acreditam que é na memória que devemos nos apegar para continuar seguindo na vida. Nota: 9

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