sábado, 7 de setembro de 2013

Os reis do verão

"The kings of summer", de Jordan Vogt-Roberts (2013) Exibido no Festival de Sundance 2013, esse longa de estréia do jovem cineasta Jordan Vogt-Roberts foi celebrado como um drama sobre o rito de passagem de 3 amigos adolescentes para a fase adulta. As brigas, os ciúmes, o primeiro amor, os conflitos de geração pais e filhos, está tudo aí. O filme é uma espécie de cruzamento de 2 clássicos do cinema independente: "Conta comigo" e "Na natureza selvagem". Do primeiro filme, ele empresta o tema da amizade na fase adolescente, e na busca de aventura. Do segundo, o confronto homem civilizado X Natureza selvagem e hostil, uma metáfora do enfrentamento da vida adulta e eus desafios. O filme narra a história de Joe e Patrick, 2 amigos que não aguentam mais a convivência com seus pais e resolvem construir uma casa na floresta e viver lá. A eles se juntam um jovem esquisito, Biaggio, e juntos, fogem de casa e resolvem se esconder por lá. Porém, a convivência e as diferenças fazem com que todos passem por tranformações que irão mudar suas vidas para sempre. A fotografia, o ponto alto do filme, é um absurdo de linda. Valorizado pelas locações e pela luz, as imagens são realmente estonteantes. A atuação dos 3 garotos também é boa, correta. O roteiro procura sair dos clichês do gênero, mas sem sucesso. Tudo é absolutamente deja-vu, e a gente já sabe tudo o que vai acontecer. Pior: as figuras retratadas dos pais é algo absolutamente intragável: tratados como retardados, infantilizados e sem qualquer traço de verosssimilhança. Essa ridicularização afasta qualquer tipo de senso critico, fazendo o espectador torcer obviamente pelos meninos. Inclusive o cunhado e a irmã de Joe , são retratados d euma forma anhestra. Parece que no filme, apenas os jovens agem como adultos e os adultos, agem como crianças. Aliás a construção da casa em si me pareceu muito forçação de barra. Sério que eles conseguiram construir uma casa completa, incluindo escadas internas, sem que ninguém tenha percebido? E de onde vieram essas habilidades todas? E o dinheiro? A trilha sonora é bacana, com faixas oscilando entre o rock e o hip hop. Uma boa premissa, um filme morno. Nota: 6

3 comentários:

  1. Presta atenção no filme que vc descobre de onde vem o dinheiro! A caracterização dos pais é intencional, como uma caricatura acentuando e destacando o que o diretor quer destacar! Tando os adultos como os adolescentes parecem aprender que "viver dá trabalho", tanto nas convenções da sociedade civilizada, quanto na vida "selvagem". O final é ótimo, certeiro: quando cada carro segue seu caminho, opostos, mas sem mágoas.

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  2. Esse filme é ótimo , muito bem feito , sem grandes produções mas bom , eu tenho 16 anos e me identifico com eles na questão do relacionamento com os pais .É do tipo de filme que a gente não cansa de ver , mesmo sabendo o que vai acontecer .
    O final é bom , ele mostra como evoluimos quando temos que nos cuidar sozinhos e que um amor machuca a cabeça das pessoas e pode destruir amizades ...
    Deixou muitos no chinelo .

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  3. Ficou claro para mim a troca de papeis entre pais e filhos, principalmente quando a barba deles começam a crescer e em certo momento eles demonstram o quanto se parecem com os pais e os pais com eles.
    Como o Micael falou, fica bem claro que seja onde for viver da trabalho e as coisas não acontecem do jeito que a gente quer. O final serviu pra mostrar que apesar de tudo devemos conformar com certas coisas, a vida é assim.
    Não adianta a gente querer fugir dos nossos problemas.No fim ele acabou onde começou, mas agora com um pouco mais de experiencia que deixou marcas(bigode). Bom foi isso que eu consegui captar!

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