domingo, 30 de abril de 2017

A bailarina

\\ “Ballerina”, de Eric Summers (2016) Dirigido e escrito por Eric Summers, essa co-produção França/Canadá se ambienta no final do Sec XIX na França. Em Paris, a Torre Eiffel está sendo erguida, e a Estátua da Liberdade, confeccionada. Acompanhamos a história de Felicia, uma órfã que mora em um orfanato afastado de Paris, e que sonha em ser bailarina. Um dia, seu amigo, também órfão, Victor, lhe mostra a foto do prédio do Balet real de Paris, onde existe curso de ballet mais famoso a Franca. Victor, com sua invenção de asas, foge do orfanato com Felicia. Chegando em Paris, Felicia vai trabalhar com Odette, uma ex-bailarina que ficou manca e trabalha como faxineira no Balet real. Odette a ajuda a realizar seu sonho de bailarina, mas em seu caminho, terá que enfrentar a fúria a dona do local, que quer que sua filha seja a escolhida para protagonizar o Balet Quebra-nozes. Simpático, esse desenho realizado em 3D lembra aquelas animações feitas para a tv, com um roteiro simples e traços de animação sem grande criatividade. Mas como a história gira em torno de sonhos e realizações, acaba atingindo o sue objetivo. A maldade da Madame é bem fora do tom, mesmo porque é bastante exagerado, diferente do contexto do restante do filme ( até mesmo o funcionário do orfanato, interpretado pela voz de Mel Brooks, está mais comedido). A protagonista Felicia é carismática, apesar do erro que ela cometeu de mentir e se fazer passar por outra menina. Mas é um filme que fala sobre perdão, sobre se reinventar. Logo, aa crianças que forem assistir ao filme terão boa inspiração. O desenho é repleto de canções pop, e as imagens de Paris da época são bem fiéis.

Um comentário:

  1. Eu gostei muito da história! Norman McLaren afirmava que o cinema de animação não era a arte dos desenhos em movimento, mas a arte do movimento que é desenhado. A Bailarina é um filme de texturas luxuosas e grandiloquentes movimentos da câmera virtual, criados para realçar a grandiosidade dos cenários. O enredo possui alguns detalhes inesperados que passam por certa amoralidade nas ações de sua heroína, capaz de fingir ser outra pessoa para atingir os objetivos que ela acha que são negados por pura questão de classe. As profundas debilidades do filme aparecem quando os personagens se movem e, especialmente, quando dançam, sujeitos a movimentos que pouco lembram a leveza graciosa dos corpos na dança clássica e que, em vez disso, mostram as limitações de certa animação digital quando amarra às cadeias do algoritmo a liberdade do traço do artista artesão.

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