quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Blade Runner 2049

"Blade Runner 2049", de Denis Villeneuve (2017) Ao término da projeção dessa verdadeira obra-prima, fiquei pensando o quanto que a produção do filme deve ter pago de direitos autorais do uso das imagens de Elvis Presley, Frank Sinatra e Marylin Monroe. O grande tema do filme é a busca imortalidade, a busca de uma alma para quem nasceu sem ela. Nesse sentido, o filme se aproxima muito da proposta temática do filme " O congresso futurista", de Ari Folman: para onde vão nossas almas quando morremos? Quem tem direito ao uso de nossas imagens depois que morremos? Ambientado 30 anos depois do filme anterior, que se passava no ano de 2020, em uma Califórnia totalmente poluída e povoada por replicantes de uma nova geração, a história acompanha a rotina de K (Ryan Gosling), um Blade Runner que caca replicantes de uma linhagem já desativada, mas com alguns integrantes ainda escondidos. K segue os passos de um replicante camuflado de fazendeiro e o abate, mas acaba encontrando uma caixa enterrada, que contém ossos de uma mulher que acabou de parir. K, um androide da nova geração, é incumbido pela sua chefe policial Joshi ( Robin Wright), de procurar encontrar pistas sobre esses ossos. Uma das pistas o levará até Deckard (Harrison Ford), mas K descobrirá que outras pessoas também estão atrás de Deckard. Tecnicamente extraordinário, com uma direção de arte, fotografia de Roger Deakins e trilha sonora espetaculares. Villeneuve conduz tudo com uma mão de Mestre: sem medo de aborrecer seu público fiel, pelo ritmo lento e contemplativo, e para quem esperava muitas cenas de ação. O filme resplandece de poesia, de lirismo, de um visual acachapante. O elenco está excelente: a começar por Ryan Gosling, sucedendo brilhantemente o protagonismo de Harrison Ford, que quando entra em cena. provoca um frisson enorme na platéia. Jared Leto, Robin Wright, Ana de Armas e Sylvia Hoeks, sendo que essas duas ultimas, nos papéis de Joi e Luv, roubam todas as cenas em que aparecem. Luv é das maiores vilas que surgiram no cinema nos últimos tempos. Não precisa nem dizer que o filme é repleto de cenas de cair o queixo: para os saudosistas que se recusam a assistir a esse filme, eu poderia dizer que ele continua a saga de forma respeitosa. Sao filmes com propostas totalmente diferentes. Aqui,a filosofia e a discussão sobre a mortalidade atinge níveis mais elevados que o filme de Ridley Scott. Do elenco original, o filme reserva uma grande surpresa. Imperdível!

Um comentário:

  1. Gosto das histórias que contam os filmes porque são muito interessantes, podemos encontrar de diferentes gêneros. De forma interessante, o criador optou por inserir uma cena de abertura com personagens novos, o que acaba sendo um choque para o espectador. Desde que vi o elenco de Blade Runner 2049 imaginei que seria uma grande produção, já que tem a participação de atores muito reconhecidos, pessoalmente eu irei ver por causo do ator Harrison Ford, é muito comprometido. É um dos melhores Filmes de Drama e vale muito la pena ver, os recomendo muito.

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