domingo, 1 de fevereiro de 2026

Resident evil- O hóspede maldito

"Resident evil", de Paul W.S. Anderson (2002) Decidi rever o filme que originou a franquia de 6 filmes, todos com Milla Jovovich, e um reboot de 2021, depois de cenas terem viralizado nas redes sociais. Eu tinha esquecido o quanto o filme original, de 2002, era bom, com ótimos efeitos e uma trama que, mesmo não sendo nada original, prendia a atenção. Na época, o filme foi detonado pela crítica. Adaptado do game criado em 1996, o filme foi dirigido pelo cineasta inglês Paul W.S. Anderson, que após o filme, viria a se casar com Jovovich. A icônica cena do laser mortal em um corredor da morte virou motivo de muita gente da nova geração assistir ao filme. Li no Imd que o filme chegou a ser oferecido para o mestre Groege Romero escrever o roteiro, mas não foi aprovada a sua versão. Co-produzido por Alemanha e Inglaterra, o filme traz no elenco a cult Michelle Rodriguez, uma heroína de ação que sintetiza a girl power nos filmes de ação. Um laboratório governamental subterrâneo, da empresa Umbrella Corporation, entre em colapso quando um vírus é roubado e contamina o local. Segundo as regras do laboratório, quando isso acontece, todos que estão lá dentro não podem mais sair e ficam trancados. O que ninguém esperava é que todos se tornam zumbis. Uma equipe ultra secreta de elite da própria Umbrella é acionada para invadir o local e desligar a energia. Só que aí, os zumbis acabam sendo soltos e passam a atacar um a um a elite, formada por Alice (Jovovich), Rain (Rodriguez), entre outros. Eu amei ter revisto e me diverti bastante. O filme é cheio de ritmo, dinâmica e boas cenas de ação, em uma época onde o CGI ainda nao era dominante.

Dona Flor e seus dois maridos

"Dona Flor e seus dois maridos", de Bruno Barreto (1975) Um dos maiores sucessos de bilheteria d eum filme brasileiro, com 10.735.524 milhões de espectadores, superado em 2010 com "Tropa de elite". Publicado em 1966 por Jorge Amado, o filme ganhou a adaptação cinematográfica dez anos depois, dirigido por Bruno Barreto, então com 23 anos de idade. Fotografado por Murilo Salles, o filme capta as cores e arquitetura de Salvador, incluindo os figurinos e caracterização dos anos 40, realizados com muito esmero na produção. A adaptação do roteiro foi feita pelo próprio Bruno Barreto, o cineasta Eduardo Coutinho e Leopoldo Serran. No domingo de carnaval do ano de 1942, Vadinho (Zé Wilker), malandro casado com a cozinheira Flor (Sonia Braga) , está se divertindo com seus amigos em um bloco de carnaval, quando de repente, passa mal e morre. O filme volta ao tempo e divide a narrativa em 2 partes: o casamento com Vadinho, com o próprio roubando o dinheiro de Flor e gastando tudo na jogatina e mulheres. E o casamento com o farmacêutico Teodoro (Mauro Mendonça), um homem de comportamento totalmente o oposto de Cadinho: educado, trabquilo e respeitador. O único problema é que na cama, ele é recatado, e Flor sente falta da pimenta de Vadinho. Quando ela procura ajuda no terreiro, Vadinho retorna como espírito para atormentar Flor. Eu nem lembrava que Vadinho como espírito só surgia faltando 25 minutos de filme, a lembrança que eu tinha era que ele estava em mais da metade do filme. O elenco de coadjuvantes, principalmente os amigos de malandragem de Vadinho, é composto pelos excelentes Nelson Xavier, Nelson Dantas e Rui Resende. A icônica trilha sonora é de Chico Buarque e Francis Hime, com a música "O que será", na voz de Simone.

En tongs au pied de l'Himalaya

"En tongs au pied de l'Himalaya", de Jon Wax (2024) Co-produção França e Bélgica, "En tongs au pied de l'Himalaya" (ao pé da letra, "De chinelos aos pés do Himalaia") é a adaptação de um monólogo escrito pela amiga do cineasta Jon Wax, Marie-Odile Weiss, mãe de uma criança autista. O filme lembra muito o tom de 'Extraordinário", filme com Julia Roberts e Jacob Trembley, como mãe e filho. Audrey Lamy interpreta Pauline, mãe de Andréa (Eden Lopes). A grande dúvida de quem viu o filme, era se o menino Eden Lopes era de fato, austista, tal a impressionante performance do garoto. Decidiu-se por não escalar um autiosta, por conta dos problemas familiares do personagem, o que para os realizadores, seria como um caso de abuso na escalação. Eden Lopes passou por um processo intenso de ensaios, coordenados pela própria Marie-Odile Weiss. Ela interpreta a diretora da escola onde Andréa estuda. Pauline é uma mãe solteira que trabalha como bartender. Aos três anos de idade, seu filho, Andréa, foi diagnosticado como autista e começou a estudar em casa. Seu último ano na pré-escola é crucial. Ele precisa aprender certas habilidades básicas e desenvolver independência para poder frequentar uma escola regular. Pauline tem seus demônios próprios: alcoolatra, e um ex-marido que se casou novamente. Ela vai morar na casa do irmão, Thomas (Jean-Charles Clichet), enquanto tenta reestruturar a sua vida. O filme tem uma história que certamente irá comover o público. Todos os ingredientes estão lá: mulher independente e batalhadora, que se desdobra no trabalho e na vida pessoal. E o mais importante: ela ama o seu filho. O elenco está excelente, alternando momentos levez com drama emotivo.

96 minutos

"96 minutes", de Tzu-Hsuan Hung (2025) Produção de Taiwan, "96 minutos" é um thriller para quem ama filmes como "Velocidade máxima": dois trens em alta velocidade, com destinos opostos, carregam dentro de si bombas que, se detonadas, explodirão e matarão a todos. Três anos antes, dois agentes anti bombas, A-Ren (Austin Lin) e seu superior, Li Jie (Lee Lee-zen), são chamados para desasrmarem uma boma em uma sala de cinema. Mas eles recebem a ligação de um homem, dizendo que existe uma outra bomba em um shopping ao lado: ele dá a opção para os agentes de quem eles irão salvar; a si próprios, ou às pessoas do shopping. Eles optam por si próprios e às pessoas que estão com eles, incluindo a namorada policial de A-ren, Huang Xin (Vivian Sung). O shopping explode. A-ren carrega para si, por anos, a culpa pela escolha. Agora, dentro de um dos trens, junto de sua mãe, sua namorada Huang e seu superior, Li ie, eles precisam optar qual dos dois trens eles irão optar por salvar. Depois da meia hora inicial, apresentando o conflito, o filme conta exatamente 96 minutos pela decisão e desarmamento d abomba. Assim o diretor e o editor criam um suspense quase real. É um bom filme para quem gosta de passatempo, mas que exagera muito no melodrama, principalmente no final, com discursos motivadores dos personagens.

Gap-Toothed Women

"Gap-Toothed Women", de Les Blank (1987) O documentarista americano Les Blanck lançou em 1987 o curioso documentário "Gap toothed women", que tem como tema central, mulheres com diastema, que é o espaço existente entre dentes. O filme foi adquirido pela Criterion collection, que tem em seu catálogo, filmes relevantes para a história do cinema. Les Blank teve a idéia de realizar o filme quando percebeu que diversas mulheres que ele entrevistou em seus diversos filmes tinham diastema. Ele sempre achou o diastema sedutor, mas o filme é justamente para entender como as mulheres e a sociedade interpretam (lembrando que o filme é de 1987, antes das correções ortodônticas que existem nos dias de hoje). Boa parte das mulheres lutam com a baixa auto estima que o diastema trouxe para as suas vidas, desde a infância. Les Blank entrevitou mais de 100 mulheres, entre pessoas anônimas e famosas, como a super modeloe. atriz Lauren Hutton. Imagens de celebridades, como Madonna, também são apresentadas. Culturalmente, em cada país, existem lendas e folclores. No Egito, acreditava-se que mulheres com diastema cantavam melhor: a luz da luz atravessava o diastema e as fazia cantar melhor. Na idade média, dizia-se que mulheres com diastema eram aventureiras e viajantes. Um filme divertido, que relata, pelas próprias mulheres, a pressão sobre a estética e seus padrões determinados pela sociedade, e o processo de auto aceitação.

Tormento

"Tormento", de Olallo Rubio (2025) Remake do terror uruguaio "Necrotério", de Hugo J. Cardozo, "Tormento" é uma produção mexicana adaptada do original e dirigida por Olallo Rubio. O filme traz uma trama já vista númeras vezes no gênero terror: uma segurança precisa passar uma noite em um necritério, e passa a alucinar com algo aterrorizador que a está atormentado. Brenda (Natália Solián) é uma segurança contratada por uma empresa. Com problemas pessoais envolvendo sua mãe, seu namorado e também os estudos obcessivos para a faculdade de direito, ela mal consegue dormir, e esse estado catatônico a prejudica. Ao voltar para casa de noite, ela acaba atropelando uma pessoa. Brenda decide fugir do local do crime e vai para casa. Ele recebe no dia seguinte um cmahado do empregador, dizendo que ela irá fazer um turno noturno em um necrotério. Durante a rnda, ela passa a ter visões do homem que ela atropelou, sugerindo que o espírito dele veio para atormentá-la. O terror é utilizado pelos roteiristas também para ser um lugar para se falar simbolicamente de traumas, luto e culpa. Assim é "Tormenta', um filme que não reserva surpresas e tem um final óbvio. A atriz Natália Solián é boa, e um dos motivos para se assistir ao filme. Mas não esperem um terror. Ele é mais um thriller psicológico.