terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Dead man's wire

"Dead man's wire", de Gus Van Sant (2025) Sete anos depois de lançar "A Pé Ele Não Vai Longe", de 2018, o cineasta Gus Van Sant, dos premiados 'Elefante" e "Milk" lança "Dead man's wire", com roteiro de Austin Kolodney, baseado em uma história real ocorrida em Indianápolis no ano de 1977. O filme faz lembrar imediatamente de "Um dia de cão", clássico de Sidney Lumet, por trazer uma situação parecida: um ato de violência que gera mídia e um ato que divide a população e a opinião pública. Al Pacino, protagonista de "Um dia de cão", participa do elenco, no papel do ML Hall, fundador da Meridian Mortgage Company. No dia 8 de fevereiro de 1977, Tony Kiritsis (Bill Skasgard) entrou no escritório de Richard Hall (Dacre Montgomery, o Bill de "Stranger things"), presidente da Meridien Mortgage Company, e o fez refém com uma espingarda, equipada com um "fio de segurança" que ligava o gatilho ao próprio pescoço de Tony. O sequestro durou 63 horas, envolvendo a polícia, mídia e a população. O motivo do ato de Tony dividiu a opinião pública: Tony Kiritsis atrasou os pagamentos da hipoteca de sua propriedade em Indianápolis, Indiana, que ele esperava transformar em um centro comercial acessível para comerciantes independentes. Ele pediu mais tempo ao seu corretor de hipotecas, mas foi negado. Acreditando s etratar de uma negociata de ML e seu filho, Tony decidiu tomar satisfação. Li que inicialmente, o filme seria dirigido por Werner Herzog e protagonizado por Nicolas Cage. Certamente o resultado teria sido um filme com um tom totalmente diferente. Gus Van Sant traz aquela narrativa que ele já havia realizado em "Milk': uma linguagem indie, realista, com um tom documental, muito semelhante a "Um dia de cão". Dacre Montgomery está irreconhecível, com uma ótima caracterização. Bill mostra ser um dos atores mais versáteis e talentosos da sua geração.

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