sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

La grazia

"La grazia", de Paolo Sorrentino (2025) Filme de abertura do Festival de Veneza 2025, "La grazia" é escrito e dirigido por Paolo Sorrentino. O filme foi vencedor de 4 prêmios no Festival de Veneza 2025, incluindo melhor ator para Toni Servillo. Ator fetiche de Sorrentino, com quem trabalhou em 7 filmes "Além de "La Grazia", vieram "A mão de Deus", "Loro", "A grande beleza", Il divo", "As consequênciads do amor"e "O homem a mais"), Srevillo é o foco do filme e é em torno dele que todos os personagens e ações acontece. Faltando seis meses para deixar o poder, Mariano de Santis (Servillo), presidente da Itália, enfrenta crise smorais e dilemas sociais referentes ao sistema penal do país: ele precisa decidir sobre a aprovação da eutanásia, e se perdoa duas pessoas condenadas por assassinato. Ele relembra de sua falecida esposa, que o traiu há 40 anos, e a cada dia que passa, pensa na finitude da vida. A sua filha, Dorotea (Anna Ferzetti), é a sua conselheira no governo; seu melhor amigo e Ministro da Justiça, Ugo Romani (Massimo Venturiello), quer ser o próximo presidente; seu chefe de segurança Coronel Massimo Labaro (Orlando Cinque, se torna seu confidente. Assim como em "A grande beleza", "La grazia" é fragmentado. O roteiro constrói personagens e situações que rodeiam constantemente a figura do preseidente, apresentado como um homem atormentado e repleto de dilemas existencialistas. Eu gosto muito da forma e da embalagem com a qual Sorretino apresenta os seus filmes: enquadramentos estilizados , trilha sonora que mescla musica eletronica e classica, fotografia elegante e soberbamente iluminada de Daria D'Antonio e o requinte sofisticado dos figurinos e direção de arte. O roteiro não me seduziu tanto quanto em seus filmes mais conhecidos, achei bem arrastado e cansativo. Mas pelos motivos, vale assistir, afinal, o espetáculo visual que seus filmes proporcionam, poucos filmes conseguem.

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