domingo, 4 de março de 2018

A maldição da casa Winchester

“Winchester”, de Michael e Peter Spierig (2018) Os irmãos Spierig, diretores do último filme da franquia “Jogos mortais”, pareciam ser as pessoas menos recomendadas para dirigir a grande atriz inglesa Helen Mirren. Mas em “A maldição da casa Winchester”, eles realizaram um decente filme de terror que homenageia os antigos filmes da Hammer, principalmente os de casa mal assombradas. O filme tem absolutamente todos os clichês do gênero, até mesmo aquele em que um menino olha debaixo da cama. Só faltou o gato preto. Mas é assistível e dá uma bons sustos. O filme se baseia em uma história real, adaptado ficcionalmente para dar um clima de terror. Em Sam Francisco, a herdeira da família Winchester, Sarah (Helen Mirren), fábrica que produz armas, é dada como insana e seus sócios querem destituí-la da empresa. O Dr Price (Jason Clarke, de “Mudbound”) é enviado para a mansão para avaliar as condições psicológicas dela. A mansão possui mais de cem cômodos, e corredores como se fossem labirintos. Sarah alega ao Dr Price que cada cômodo é para o espírito de um morto pela arma de sua empresa. Price não acredita nela, mas logo percebe que a casa está infestada de fantasmas. Na primeira parte o filme tem problemas de ritmo e os sustos vem do óbvio som estridente e de algo que surge do nada. Mas na segunda parte o filme investe mais no drama dos personagens e melhora bastante. Para quem busca um terror de roer as unhas, pode se decepcionar. O filme aqui tem suspense light, mas no fim, a gente acaba vendo referência a vários filmes, até mesmo, “O sexto sentido”. Passatempo pipoca, vale pela Helen Mirren fazendo filme de terror.

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