domingo, 18 de março de 2018

A cordilheira

"La cordillera", de Santiago Mitre (2017) Diretor do polemico "Paulina", o Cineasta argentino Santiago Mitre novamente provoca em seu thriller político "A cordilheira", exibido em Competição no Festival de Cannes, na Mostra "Un certain regard". Trabalhando com Ricardo Darin, na pele do presidente argentino Hernán Blanco, e escalando sua parceira de vida e de trabalho Dolores Fonzi (protagonista de "Paulina", e aqui, interpretando a filha de Darin), o filme mescla trama política com suspense, ao gosto de "Quando fala o coração", de Hithcock, que lida com o tema da hipnose para relembrar traumas de infância. O filme discorre em duas narrativas distintas: Uma convenção de presidentes da America latina, localizada em um distante Hotel na Cordilheira do Chile, para discutir a criação de uma Multinacional do petróleo, que vai contra os interesses dos Estados Unidos. E a trama pessoal, que envolve a mentalmente perturbada Marina (Fonzi), que é levada para a convenção por seu pai, para que ela se afaste de seu ex-marido, que pelo visto tem segredos do passado do presidente argentino para revelar a todos. O filme vai numa narrativa que lembra muito o cinema de Costa Gavras e de Hitchcock. Com excelente diálogos e um elenco primoroso, o filme peca apenas pela narrativa lenta no primeiro ato. Um belo filme para se discutir ética profissional, e interesses que vão acima de qualquer tipo de caráter.

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