sábado, 24 de setembro de 2011

Borboletas negras


" Black butterflies", de Paula Van der Oest (2010)

Ingrid Jonker (Carice Van Houten) é uma poetisa nascida na África do Sul na década de 40. Ela sempre conviveu com o regime do Apartheid. Seu pai, um censor do Governo, (Rutger Hauer) é o responsável por pribir a publicação de qualquer obra que tenha um caráter políticio ou que vá contra o regime de segrecionismo racial. Ingrid, separada e com uma filha pequena, conhece Jack Cole (Lian Cunningham), um escritor também divorciado. Ambos se envolvem emocionalmente, mas aos poucos, Jack vai descobrindo que a personalidade rebelde de Ingrid pode levá-la ao suicídio. Ninfomaníaca, alcoolatra, Ingrid tenta se reerguer na vida, mas a dura realidade de sua relação com o seu pai e a segregação racial no País lhe deixam em constante estado de choque. No discurso do Parlamento em 1994, Nelson Mandela leu um poema de Ingrid, como símbolo contra a pregação da descriminação racial.
Bom drama, prejudicado pela longa duração, ausência de ritmo na primeira parte do filme e pelo clima de novelão. Porém, a força da interpretação do elenco, em especial a de Carice Van Houten garantem 2 horas de drama rígido, pesado. A personagem de Ingrid é defendida com garra por Carice. Ela brilha em todos os momentos do filme. Carice já foi vista no filme de Paul Verhoeven, " A espiã". A reconstituição de época é perfeita, a fotografia também é interessante. A direção peca por às vezes querer forçar o drama, como tentativa de emocionar o espectador a todo custo. É muita tragédia e depressão para a personagem. Rutger Hauer comprova aqui que faz bem um personagem dramático e vilanesco, contrastando com os tipos de ação que constuma representar em filmes de outrora.

Nota: 7

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