segunda-feira, 12 de fevereiro de 2024
Juana la Lorca
Gravado entre cuba e granada
"Juana la Lorca", de Valeriano Lopez (2022)
Premiado filme que não se encaixa em um gênero apropriado: misto de documentário, drama, comédia LGBTQIAP+, o filme tem um tom que lembra os filmes debochados de Almodovar. Rodado com 40 mil euros financiados pelo próprio cineasta, que zomba do baixo orçamento: vez ou outra aparecem na tela cartelas indicados que determinado item não foi posssível adquirir por conta da falta de dinheiro ( por exemplo, o uso de uma música).
A drag queen Juan Moreno, cigano de Sacromonte, sempre odiou García Lorca por sua visão estereotipada que o mesmo fez dos ciganos. Mas um dia, Juan tem um sonho, e acredita ser neto de Federico. A partir daí, adquire uma personalidade nova: Juana la Lorca. A partir daí, Juana procura se aprofundar mais na vida e obra de Lorca, sempre acompanhada do diretor Valeriano.
Rodado entre Cuba e Granada, essa produção é um exemplo de que é possível realizar um projeto autoral com baixo orçamento, mantendo todo o conceito proposto pelo autor. O resultado é um filme irreverente, que mesmo que não seja inesquecível, tem um frescor e um olhar satírico, que lembra um pouco a mistura de "Borat", claro, guardada as devidas proporções orçamentárias, com a irreverência de Almodovar de seus primeiros filmes.
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