domingo, 7 de janeiro de 2024
Eileen
"Eileen", de William Oldroyd (2023)
Baseado no romance homônimo de Ottessa Moshfegh, 'Eileen" concorreu no Festival Spirit awards. Eu vi o filme algo como "O clube da luta" feminista, não como um filme de mulheres lutando, mas com o surgimento de uma mulher que transforma a vida da jovem Eileen, que passa a ficar obcecada por Rebecca, uma mulher totalmente diferente dela. Na Massachussettes dos anos 60, Eileen (Thomasin McKenzie) trabalha como secretária em um centro de detenção juvenil. Tímida e frígida, Eileen passa a ficar obcecada por Rebecca (Anne Hathaway), uma psicóloga que substitui uma profissional. Em casa, Eileen precisa lidar com seu pai alcóolatra, Jim ( Shea Whigham ), que constantemente a compara com sua falecida mãe, em típico mansplanning. Ao se aproximar de Rebecca, Eillen passa a se libertar e a se ver como alguém que pode reescrever a sua história. Ao se envolverem como o jovem detento Lee Polk (Sam Nivola), elas descobrem que ele foi abusado sexualmente pelo pai e decidem procurar a família para entender o que de fato aconteceu.
Outro filme que vem à mente é "Carol", já que há uma fixação quase lésbica entre as duas mulheres. Belamente fotografado e defendido com talento pelas 2 atrizes, o filme peca pelo ritmo muito lento e pela demora em definir que filme ele quer ser.
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