sábado, 7 de abril de 2018

Eu consigo falar

"I can speak", de Kim Hyun Seok (2017) Uma das maiores bilheterias do cinema sul coreano de 2017, a comédia dramática "Eu consigo falar" é baseada na história da ativista sul coreana Lee Yong-soo. Ela foi uma das sobreviventes das chamadas "Mulheres do conforto", escrevas sexuais exploradas pelos japoneses durante a 2a guerra mundial. Ok-boon (Na Mun-hee, excelente e comovente) é uma idosa que vive anotando todo tipo de penalidade nas ruas para posteriormente reclamar no distrito da prefeitura. Ali, todos a temem. Um dia, ela conhece o novo funcionário Park Min Jae, um jovem que estudou nos Estados Unidos mas se sente culpado porque sua mãe morreu quando ele estudava lá fora. Por conta disso, ele se torna uma pessoas fria e sem emoção. A relação dos 2, que começa desgastada, vai se tornando afetiva, até que a idosa pede para que o jovem a ensine a falar inglês. O filme é muito longo e parece vários filmes em um só. Sao muitas histórias contadas, e que acabam se prejudicando, apesar da excelência do elenco. O filme começa como uma comédia de costumes, quase pastelão, e depois, se torna em um drama extremamente trágico. O humor nunca mais retorna. Fica-se a impressão de estarmos vendo um outro filme, que fala sobre suicídio, venda de crianças, pedofilia, mal de alzheimer, vítimas da guerra, irmãos que se separam, e tudo o mais que for possível para extrair lágrimas do espectador. O filme vale pelo elenco e por trazer ` tona o tema das "Mulheres do conforto", que visto hoje em dia, em tempos de abuso sexual, parece bastante oportuno. Mas a embalagem para se vender esse filme veio errada. Ou certa, quem sabe, afinal, o filme arrebentou nas bilheterias.

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