quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Chatô, o Rei do Brasil

"Chatô, o Rei do Brasil", de Guilherme Fontes (2015) O filme mais polêmico da história do Cinema brasileiro rendeu um dos filmes mais originais e ousados ao narrar uma cinebiografia nada convencional do jornalista paraibano e arretado Assis Chateaubriand. Tecnicamente o filme é um primor em todos os aspectos: fotografia, direção de arte, figurino, maquiagem, trilha sonora e principalmente, a montagem. É ela quem faz uma costura totalmente vanguarda e original de aspectos realistas e lúdicos do protagonista. Chatô, enfermo e delirante, repassa a sua vida em vários niveis: se vê em um julgamento tropicalista e em flashback repassa momentos e mulheres importantes que o transformaram em um dos homens mais importantes da história e da comunicação no Pais. Impossível falar do filme sem revelar esse talento brilhante de Marco Ricca, defendendo com brio o personagem complexo e multifacetado com carisma e força. Andrea Beltrão, Gabriel Braga Nunes, Leandra Leal, Paulo Betti, Eliane Giardini e uma infinidade de atores talentosos desfilam com garra e sagacidade nesse delírio visionário baseado no livro de Fernando Moraes. Guilherme Fontes a mais de 20 anos atrás pensou grande e com enorme talento para a Direção. Pensando no filme somente como obra cinematográfica e esquecendo por completo o tumultuado bastidor, podemos dizer que é um filme causador de aplausos entusiasmados pela sua alta qualidade.

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