quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Todo o dinheiro do mundo

"All the money in the world", de Ridley Scott (2017) Baseado em uma história real acontecida em 1973 em Roma, o filme relata o sequestro de John Paul Getty III , o neto do homem mais rico da época, Paul Getty (Christopher Plummer, maravilhoso), um magnata do petróleo. O menino, de 16 anos, foi sequestrado pela máfia italiana, mas a fama do caso foi que Paul se recusou a pagar o resgate. Frio, calculista e mesquinho, Paul ignorou os pedidos de sua nora, Gail (Michelle Willians), vinda de um casamento frustrado e falido com o filho de Paul. O filme, de 134 minutos, poderia ser resumido em duas frases, afinal, tudo se trata sobre o não pagamento do resgate. Porém Rdley Scott transformou essa história que mais parece uma parábola do Tio Patinhas em cinema de entretenimento, aliando drama e suspense. E' um bom filme, mas aquém do que poderíamos esperar desse grande cineasta. Longo, se desdobrando em sub-tramas desnecessárias e pior, com um prólogo confuso. Sao tantos personagens, que muitos deles simplesmente desaparecem da trama, como por ex, o pai do menino, que em momento algum do filme é questionado sobre o sequestro do menino. Mark Whalberg está sub aproveitado e Michelle Willians está correta. Pontos altos: a direção de arte, a fotografia e as locações na Itália. Inexplicável é escalar o ótimo ator francês Roman Duris em um personagem italiano. Para a história do Cinema, esse filme ficará conhecido como o que substituiu o Ator Kevin Spacey a poucos dias da filmagem, e em seu lugar, entrou Plummer, por conta dos casos de assédio sexual.

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