quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Lady Bird- A hora de voar

“Lady bird”, de Greta Gerwig (2017) Famoso por ser o filme que por um bom tempo se manteve no ranking da Rotten Tomatoes como a produção que ganhou 100% de aprovação dos críticos ( logo depois suplantada por “Toy Story 2”), “Lady Bird” é o filme de estréia da atriz Greta Gerwig, que também escreveu o roteiro. Impossível assistir ao filme e não pensar que ele é um prequel de “Frances Ha”, filme de Noah Baumbach que tornou Greta famosa no circuito indie cinematográfico. Cristine (Saorsie Rosnan) é uma adolescente de 17 anos que mora com sua família na cidade de sacramento, lugar que ela odeia por estar fora do circuito cultural efervescente do País. Seus pais, a enfermeira Marion (Laurie Metcalf, brilhante e comovente) e Larry (Tracy Letts, ótimo), desempregado e seus 2 irmãos adotivos moram confinados em uma casa na periferia da cidade. Christine, que se auto-denomina “Lady Bird”, vive `as turras com sua mãe, com o colégio católico que ela odeia e quer passar para uma faculdade em Nova York, mas além dela não ser uma boa estudante, seus pais não tem como bancar os estudos. Christine passa a experimentar tudo que uma menina de sua idade deseja: primeiro namorado, primeiro sexo, fumar maconha, ser atriz na escola, ter os melhores amigos. Totalmente amparado no talento da atriz Saorsie Rosnan, no papel principal, que está absolutamente adorável, o filme tem todas as qualidades que a gente espera de uma produção indie: bons atores, bom roteiro e diálogos, trilha sonora envolvente, e principalmente, uma direção que valoriza o material humano e não queira inserir a técnica acima do material humano. E; um filme muito simples na decupagem, na execução, e aí está o grande acerto de Greta Gerwig. Ela sabe o ouro que tem no seu roteiro com diálogos vibrantes, com seu elenco impecável.

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