sexta-feira, 15 de novembro de 2024

Gladiador II

"Gladiator II", de Ridley Scott (2024) Quando em determinada cena, uma luta é feita dentro de uma arena repleta de água, com batalha naval e tubarões assassinos, pensei que Ridley Scott ligou o botão do "That's enterteinment" e só quer divertir o seu público. E cenas como essas existem aos montes: tem rinoceronte, macacos sanguinários e muitas, muitas intrigas, traições e 3 vilões dos mais malvados que você terá visto recentemente no cinema, só comparados ao Joffrey Baratheon de "The game of thrones". Yem Denzel Washington ardiloso e perverso, como o comandante dos gladiadores que almeja o Poder; e tem os jovens irmãos imperadores, interpretados com prazer por Joseph Quinn e Fred Hechinge, nos papéis de Geta e Caracalla. 25 anos depois do primeiro filme, quando o jovem Lucius teve que fugir para não ser morto, e enviado por sua mãe Lucilla (Connie Nielsen), irmã do Imperador para bem longe, Roma é governada pelos irmãos Geta e Caracalla. Lucius (Paul Mescal) se esconde sob um pseudônimo e está casado com a jovem Arishat. Após o exército do soldado romano Acacius (Pedro Pascal invadir o país onde Lucius e Arishat moram e lutam com soldados, Lucius e os sobreviventes são feito prisioneiros e levados até Roma, para lutarem no coliseu. Macrinus (Washington) encontra em Lucuius o gladiador ideal para usá-lo em seu plano de tomada de poder, mas não contava com a força e honra do gladiador, que decide seguir a linhagem heróica de seu pai Maximus. "Gladiador 2" é daqueles cinemas pipocas que poucos cineastas, como Ridley Scott, conseguem proporcionar ao seu público, afeito a um cinema clássico e que se baseia em uma ótima trama repleta de heróis e vilões por quem o espectador fica torcendo. Tem muita violência, tem mortes que farão o público ficar triste. E tem um desfecho arrebatador. Paul Mescal está excelente no papel protagonista, trazendo sensualidade e muitas camadas de emoção ao personagem. Mas Denzel é quem rlouba todas as cenas em que aparece. Lembra muito o personagem que interpretou em "A tragédia de Macbeth", aquele tipo vilanesco delicioso que somente com um olhar e um sorriso de canto de boca, já prova que ele é um dos maiores atores dos últimos tempos.

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