domingo, 17 de novembro de 2024

As três filhas

'His three daughters", de Azazel Jacobs (2023) O tema sobre irmãs que se reecontram após a morte de um parente já trouxe excelentes dramas com atrizes excepcionais, como "Crimes do coração", com Jessica Lange, Diane Keaton e Sissy Spacek, e "A partilha", do texto de Miguel Falabella, com Gloria Pires, Andrea Beltrão, Lilia Cabral e Paloma Duarte. Em "As três filhas", as atrizes Carrie Coon, Natasha Lyonne e Elizabeth Olsen se reencontram, cada uma com a sua personalidade e afastadas pelo ressentimento e pelos diferentes temperamentos. Eu nte me lembrei também da peça de Mauro Rasi 'A cerimônia do Adeus": em uma casa, ficamos sabendo que o pai está gravemente enferno no seu quarto, mas nunca o vemos ( aqui, ele surge no final, após muita expectativa). O filme é bastante teatral, focado em boa parte de sua duração dentro do apartamento ond emorava o pai. Rachel (Natasha Lyonne) era quem morava com o pai durante a sua fase terminal. Christina (Elizabeth Olsen) deixa seus filhos e marido e viaja para a casa de seu pai. Catie (Carrie Coon) mora em Nova York mas raramente visitava o pai e a irmã Rachel. O reencontro das irmãs irá botar em pauta as angústias, medos e frustrações das irmãs, enquanto o pai convalesce no quarto. Diferente do que poderia se esperar, o filme traz um fino humor bem distante. Fosse Woody Allen o diretor e roteirista, o reusltado final certamente teria sido mais ácido e rancoroso, mas sempre dosado com humor. Em "As 3 filhas", o diretor e roteirista Azazel Jacobs torna a história mais dramática, mais cruel. O filme rende uma peça teatral espetacular, com 3 atrizes e mais uns 3 atores masculinos: o médico, o namorado de RAchel e o pai, no final. Para quem busca um bom drama com performances matadoras, esse filme é uma ótima pedida.

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