domingo, 21 de abril de 2013

Ginger e Rosa

\\ "Ginger and Rosa", de Sally Potter (2012) Em 1992, Sally Potter despontou com o seu cult " Orlando, a mulher imortal", filme que lancou a atriz Tilda Swinton para o mundo. Passados mais de 20 anos, e sem um filme de ponta ate entao, Potter surge com esse belo " Ginger e Rosa". Ambientado no ano de 1962 em Londres, o filme relata a crise mundial devido a Guerra Fria. Ginger e Rosa sao duas amigas que desde crianca, nao se desgrudam. Ginger e' extremamente preocupada com o fim da humanidade, apavorada com uma possivel guerra nuclear. Rosa esta mais interessada em rapazes e noitadas. Ginger participa de movimentos pacifistas, enquanto Rosa cada vez mais se afasta da amiga. Potter filma com extrema elegancia, com planos bonitos e fotografia deslumbrante, que reforca as cores melancolicas de uma epoca onde o futuro parece nao existir. A trilha sonora tambem confere charme a producao. Um grande ponto forte e' o elenco: Elle Fanning ( de " Em algum lugar", e irma de Dakota) esta sensacional. Alice Englert, filha da cineasta Jane Campion, tem uma participacao menor, mas tambem esta otima. O restante do elenco tambem faz por merecer o destaque: Alessandro Nivolla, Christian hendricks..mas quem rouba as cenas e' o trio fenomenal composto pelo casal gay Tomithy Spall e Oliver Platt, e a ativista americana de Annete Benning. Pena que eles aparecam tao pouco! Um ponto que tenho lido em resenhas do filme e' a insatisfacao de espectadores ingleses coma escalacao de 2 atrizes americanas compondo personagens ingleses: Elle Fanning e Catherine Hendricks. Entendo esse protecionismo, o que posso dizer e' que elas estao otimas. Curioso e' que Dakota na mesma epoca tambem interpretou uma inglesa no filme " Now is good". A primeira parte do filme e' mais interessante. Quando o filme segue para um rumo mais dramatico, perde um pouco de sua magia e emocao. O ritmo tambem vai ficando mais lento. Mas no geral e' um belo filme, que retrata um dos momentos chave da historia , a Guerra Fria, mesmo que sendo usada como metafora da vida de Ginger, que encontra nessa Guerra um significado para a sua propria guerra interior. Nota: 7

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