
"Side effects", de Steven Soderbergh (2012)
Impressionante como Soderbergh dirigiu tantos filmes em uma carreira relativamente curta. Foram mais de 24 titulos, além de seriados e documentários, desde a explosão de sua carreira em 89, com "Sexo, mentiras e videotapes". Apenas nos 2 últimos anos, tivemos "Contágio", "A toda prova", "Magic Mike", "Terapia de risco" e breve, "Behind Candelabra", que está em Cannes 2013. E tudo isso porque um dia, ele disse que iria se apostar e não filmar mais. Imagina! Alternando filmes artisticos e comerciais, bons e ruins, ele voltou à boa forma com esse instigante "Terapia de risco". Aparentemente um drama, o filme vai se desenvolvendo durante sua trama em um filme de suspense, no melhor estilo Hitchcock de ser. A trama, por assim dizer, diabólica, é revelado lá pelo terço final, e uma vez estando o espectador a par da trama real, fica a pergunta: como a personagem sairá dessa? Com um time de ótimos atores, ( Jude Law, Catherine Zetha Jones, Rooney Mara-revelada em "O homem que não amava as mulheres") , o filme narra a história de uma mulher depressiva que durante um tratamento com um psiquiatra, toma remédios anti-depressivos que alteram o seu humor. Um dia, ela mata o marido, e a partir dai, fica o embate entre industria farmaceutica, psiquiatras e pacientes. Mas como já dizia Hitchcock, "Nada é o que parece ser". O filme tem uma frase ótima: "A depressao é a inabilidade de construir o futuro". A rilha sonora de Thomas Newman é elegante e cria um clima de suspense interessante. O desfecho pode ser meio qualquer nota, mas mesmo assim, revelador e surpreendente. Goste-se ou nao do filme, é um ótimo pipocão com cérebro.
Nota: 7
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