terça-feira, 3 de abril de 2012

Xingu

de Cao Hamburguer (2012)
Nos anos 40, três irmãos, Orlando (Felipe Carmargo), Claudio (João Miguel) e Leonardo Villas boas (Caio Blat) , moradores da Grande cidade, resolvem se aventurar numa expodição promovida pelo Governo, chamada de Roncador-Xingu, com a missão de desbravar a Região Centro-Oeste brasileira. Aventureiros, os três partem para descobrir a vida selvagem. Acabam se envolvendo com a questão indígena, de posses de terra, e se aculturam, sendo abraçados pela população indígena. Porém, paralelo a essa conquista, temos o Governo, que quer tomar posse das terras dos índios, a questão da rivalidade entre diversas tribos, a chegada da doença do homem branc, dizimando centenas de índios e a briga entre os três irmçaos, de interesses distintos. O filme culmina com a criação do Parque Xingú, uma reserva indígena que abrange atualmente mais de 50 ocas, contando com mais de 6 mil índios. Tecnicamente, um filme perfeito: fotografia, a cargo de Adriano Goldman, direção de arte, trilha sonora (linda), som. Os atores, em especial João Miguel, estão ótimos. A grande revelação são os índios, muitos deles, que nunca atuaram, se mostraram extremamente perfeitos. São fotogenicos, expressivos. Fica aqui a estranheza de ver Maria Flor fazendo uma figuração, pois ela aparece em várias cenas, sem ter uma única fala. Não sei se cortaram cenas dela na fase de montagem. Porém, a medida que o filme se desenvolve, ele vai perdendo emoção. A narrativa segue fria, lenta, e tudo soa muito didático e óbvio. Parece que a intenção dos produtores é de mostrar as belezas da regiao, a preocupação em preservar indios e floresta, porém, mada disso realmente é novidade. Poderiam ter aprofundado mais na relação dos 3 irmãos, essa sim, uma grande história. Porque pessoas comuns, moradoras da grande cidade, abandonaram trabalho, amigos, familia, para se aventurar em algo que decsonhecem. Isso no filme não existe. Fica apenas a boa intenção do projeto, uma mensagem obviamente válida, mas como dramaturgia, ficou devendo. Nota: 7

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