quinta-feira, 3 de março de 2016

A bruxa

"The witch", de Robert Eggers (2015) Escrito e dirigido por Robert Eggers, "A bruxa' venceu o prêmio de melhor direção no prestigiado Festival de Sundance em 2015. Um feito extraordinário, considerando que é um filme de gênero e nos grandes Festivais internacionais geralmente existe um grande preconceito com filmes de terror. Talvez o grande mérito de "A Bruxa" seja ter apostado no drama dos personagens, e menos nos efeitos. É um filme realista, quase um filme de arte. O trabalho técnico é fundamental para o sucesso e pela elaboração de uma atmosfera de constante tensão. O filme começa como um drama, e faltando 15 minutos finais, o bicho pega, e muito. O final é catártico e revelador, quase catártico. No Séc XVII, na Nova Inglaterra, uma família de religiosos fanáticos é expulsa da cidade e vai morar na floresta. Aos poucos a família vai se adaptando à vida solitária, mas essa solidão reflete no comportamento de todos, principalmente as crianças. Com 5 filhos, a mais velha, Thomasin, está aflorando na sua sexualidade. Aos olhos da mãe, esse afloramento é sinal de um desejo sexual para o marido e para o filho adolescente. Nesse meio tempo, o bebê Sa, aos cuidados de Thomasin, desaparece. Logo, os g6emeos pequenos acusam a irmã Thomasin de ser praticante de bruxaria. Inicia-se aí uma caça `as bruxas dentro de casa, onde todos se acusam, terminando em um desfecho surpreendente. Não espere do filme sustos apavorantes ou sangue jorrando aos borbotões. O que temos é um drama psicológico, lento, que vai aos poucos se revelando em teor macabro. Toda a expectativa do fà de terror vai se resumir nos minutos finais. E é brilhante. O trabalho dos atores é fenomenal, todos, incluindo as crianças pequenas, surpreendem em força dramática. Como em "Os oito odiados"de Tarantino, chega uma hora que duvidamos de todo mundo que está ali presente. Pra quem tem medo de filme de terror, melhor fechar os olhos no final.

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