domingo, 30 de setembro de 2012
A fita azul
"Electric children", de Rebecca Thomas (2012)
Festival do Rio
Deliciosa e divertida comedia dramatica, sobre uma jovem mormom de 15 anos, que se diz gravida ao escutar uma cancao rock` roll. Ela resolve ir atras do cantor, creditando a ele o fato dela estar gravida miraculosamente. Otimo elenco, direcao segura, com um gostinho de Gus Van Sant. Uma narrativa fluida, lirica, sensacional. JUlia GArner, que interpreta a protaginsita, é uma ótima presença.
Nota: 8
O livro do apocalipse
"Doomsday book" ,Jee-woon Kim, Pil-Sung Yim de (2012)
" O livro do Apocalipse" , de Jee-woon Kim, Pil-Sung Yim. Dividido em 3 episodios, esse curioso filme sul coreano fala sobre os caminhos nada felizes do futuro da humanidade. No 1o, um virus advindo de lixo residencial contamina a todos, que se transformam em zumbis. No 2o, um robô adquire a filosofia budista e os monges impedem que ele seja destruido. No 3o, um meteoro em direcao da Terra ameaca acabar com a vida terrestre. Uma familia se refugia num abrigo. Mesclando humor e drama, o filme é um sensacional e divertido passatempo, que vai do pastelao ao melancolico, do lirico ao ludico. Os 2 ultimos episodios sao primorosos, deveriam ter eliminado o primeiro, que é bobo.
Nota: 8
O gosto do dinheiro
"Do nui-Mat", de Sam-Soon Im (2012)
Festival do Rio
Continuação de "A empregada", ambos concorrentes em Cannes não se sabe porquê. Uma trama novelesca, de traicoes, dinheiro, poder e sexo. Já vimos isso muito melhor nas produçoes de tv. O diferencial aqui é que a trama é longa, arrastada, interminável. Deveria ter uns 40 minutos a menos. O diretor disse que havia uma homenagem ao cinema de Hitchcock, que eu simplesmente não vi nem cheiro. Eu até ri em algumas cenas, de tão patéticas. E dessa vez, o erotismo do filme anterior, que era um chamariz, aqui passou bem longe.
Nota: 3
Colegas
de Marcelo Galvão (2012)
Festival do Rio
"Colegas", de Marcelo Galvão. Vencedor do prêmio de Melhor filme em Gramado 2012, o filme parecem ser 2 em 1. Um filme é sobre 3 personagens com sindrome de Down, que decoram frases e situações de cinema e fogem da instituição para seguir o mundo e realizar os seus sonhos. Esse filme é bonito, curioso. O outro filme é uma trama policial cômica, caricata, pastelão e que me incomodou profundamente. Primeiro, porquê investe nos estereotipos mais bobos e televisvos que existem. Por ex, a representacao de um personagem gay, atendente de um bar, é constrangedor. Expõe outros personagens com Down ao ridiculo ( numa cena de entrevista) e que tem 2 policiais ao estilo de "Os trapalhões". Teria sido muito melhor se tivessem investido apenas na trama dos 3 fugitivos. Para piorar, o som estva ruim, e para entender eu ficava lendo as legendas em inglês.
Yossi
"Yossi", de Eytan Fox (2012)
Festival do Rio
Continuação do filme "Yossi e Jagger", de 10 anos atrás. Agora Yossi é um cardiologista, que ive em estado depressivo desde a morte de Jagger. Yossi resolve ir até o Monte Sinai, mas no caminho conhece um grupo de soldados, entre eles um jovem gay, que lhe desperta uma nova paixão. Um filme pudico, que exagera no romantismo e no lúdico, tornando a trama fantasiosa e irritante demais. Será que foi a Disney que co-produziu? Eytan Fox errou na mão nesse continuação totalmente dispensável.
Nota: 4
sábado, 29 de setembro de 2012
Lay the favorite
de Stephen Frears (2012)
Festival do Rio
Bom, definitivamente, esse não é um favorito do Festival do Rio. Essa comédia dramática baseada em história real de uma jovem que tenta a sorte em Las Vegas e se envolve com apostadores é tedioso, e não sabe aonde quer chegar. O filme tem problemas de montagem (deixando tempo morto) e roteiro, com quebras de tempo confusas. Sobra o elenco, respeitável, com Bruce Willis, Rebecca Hall (excelente), Vince Vaughn, Catherine Zeta-Jones e outros. Frears, faça um filme bom de novo!!!
Nota: 6
Possessão
"The possession", de Ole Bornedal (2012)
Ai, que filme ruim. Esse quase remake de "O exorcista"" narra a historia de uma menina que, após abrir uma caixa, é possuida por um demonio. Um rabino é chamado para exorcizar a moça. Tanta originalidade na historia provoca tédio e risadas involuntárias. Uma pena, não dá para levar um único susto. Boring. Se bem que no final da sessão todo mundo dizia que o ator Jefrey Dean Morgan era a cara do Javier Bardem hehe
O que muita gente comentou também foi sobre o Gollum, do Sr dos aneis, que aparece no final. hahaa eu ri muito. O desfecho então, com o rabino, é um desastre. E o que aconteceu com o namorado da esposa? Sumiu?
O pior é ver nos creditos de produtor, o nome de Sam Raimi. Ai, gente....
Nota: 2
terça-feira, 25 de setembro de 2012
Moonrise Kigndom
de Wes Anderson (2012)
Todo filme de Wes ANderson, comentamos a mesma coisa: "Que bizarro". E eu respondo sempre: "que foda!". Wes Anderson tem o dom de criar imagens que beiram o realismo fantástico. Assim como Fellini criou a sua identidade, atraves de personagens estranhos e um fino humor, Anderson repete tudo isso, aliado a muita criatividade. O visual desse filme é algo que transcende a fantasia. Um conto de fadas belíssimo, com cores, paisagens, direçao de arte, figurino, tudo em prol de se criar um mundo mágico, que remete a nossa infância. A história do amor entre 2 crianças perturbadas me lembrou bastante "Inquietos", de Gus Van Sant. Tem aquele mesmo clima de nostalgia e de leve sorriso no canto da boca. Tecnicamente, Aaderson se aproxima do cinema dos anos 70, com cores pasteís e uso de Zoom e travellings laterais, típicos da época. O mega-elenco se entrosa muito bem: Bruce Willis, Frances Macdormand, Edward Norton, Harvey Keitel, Tilda Swinton, Bill Murray, Jason Schartzmann. As 2 criancas também estão fantásticas, dando vida a 2 personagens completamente de saco cheio de tudo. Porém, tanto apuro visual cansa um pouco, e lá pelo final, a gente ja fica pedindo"Ok, foi ótimo, mas vamos acabar?"
Nota:8
domingo, 23 de setembro de 2012
Polissia
"Polisse", de Maiween (2011)
Na divisão da polícia para menores e adolescentes, acompanhamos o dia a dia dos seus agentes, as voltas com muitos casos de pedofilia, maus tratos, pobreza, além de terem que segurar a barra também em casa. Muitos dos policiais têm problemas com os conjugues, com seus filhos, e sofrem de depressão. No meio disso tudo, a fotógrafa Melissa (Maiween) é incorporada nas ações dos agentes, para registrar todos os momentos em seu livro.
Bom drama dirigido pela atriz e cineasta Maiween, ex-esposa de Luc Besson. Maiween se utiliza da linguagem do documnetário para dar vida nesse registro sêco e frio do cotidiano dos policiais. São tantos os casos de maus tratos contra os menores, que ficamos achando que no mundo só existem algozes. É um mundo cão sem cura, sem culpa, onde até mesmo as crianças se dizem cumplices das agressões. Como diz uma menor para um policial : "Não estamos no Sex XX. As pessoas de hoje com 14 anos transam, fodem. Em que mundo vocês vivem?".
Maiween exagerou na dose dos asos policias. São muitas, mas muitas histórias, e a grandemaioria delas apenas citada, e depois largadas. Por ex, o caso do homem rico e poderoso que assediava sua filha. O que aconteceu com ele?
Os problemas pessoais dos policiais também são exagerados. Absolutamente todo mundo tem problema. Não existe um ínico fato positivo. E a moral do filme é: Leve para casa os seus problemas pessoais. Os policias são todos histéricos, chatos. A personagem de Maiween é totalmente dispensavel, não vai a lugar algum.
O filme é longo, 127 minutos. Maiween poderia ter cortado pelo menos uns 5 casos do filme. Não faria diferença. E o final, que achei gratuito, só me causou indiferença.
A nota 7 vai para o elenco, excelente, apesar de gritarem boa parte do filme.
Nota: 7
sábado, 22 de setembro de 2012
De volta para casa
"A moi seule", de Frederic Videau (2011)
Gaelle é uma menina de uns 10 anos de idade, que foi sequestrada dentro do colégio. Vincente ( Reda Kateb), seu algoz, a mantém presa por anos. Hoje uma adolescente, (Agathe Bonitzer), Gaelle tenta escapar várias vezes, sem sucesso. Até que um dia, misteriosamente, Vincent bre a porta e permite que Gaelle fuja. Ela descobre que seus pais se separaram: O pai virou alccolatra, a mãe, obcecada com a perda da filha, ficou protetora ao extremo. Gaelle passa um tempo numa clínica psiquiátrica, para poder tentar voltar ao normal. Descobre porém, que Vincente se suicidou e deixou uma fita gravada para ela.
Excelente drama, de temática semelhante ao filme alemão "Michael".
O filme discorre em três tempos distintos: passado, quando Gaelle se encontra com o seu sequestrador, e presente, em duas etapas: durante o tratamento na clinica psiquiatrica, e já na convivência com os seus pais.
É uma história forte, triste, pois apresenta vários personagens e seus destinos infelizes. O tema da culpa é revelado pela sua família e amigos, que sentiram que poderiam ter evitado o sequestro.
A atuação dos atores me surprendeu. Agathe Bonitzer, do igualmente ótimo "Uma garrafa no mar de Gaza" está sensacional, mostrando a fragilidade de sua personagem de uma forma tocante. Reda Kateb, de "O profeta", no papel do sequestrador, é minimalista em sua performance, dando coerência e sofrimento , fazendo o espectador se perguntar porque um cara tão solitário não poderia ter tentado um convivio social sem partir para o crime. É comovente a cena que ele grava um discurso para Gaelle, em um gravador. A cena do diálogo entre Gaelle e uma passageira de trem também é muito boa.
A trilha sonora me chamou atenção, pela sua sonoridade anos 80, usando sintetizadores, típico da época.
Nota: 8
Poder paranormal
"Red lights", de Rodrigo Cortes (2012)
Margareth Mathison (Sigourney Weaver) é uma parapsicóloga que dá aula de atividades paranormais numa Universidade. Ela e seu assistente, Tom (Cillian Murphy)desvendam casos de paranormalidade, mas que invariavelmente descambam para fraudes. Cética, Margareth tem um filho em estado de coma a anos, e ela tenta acreditar na fé, que um dia irá tirar o seu filho do estado vegetativo. Porém, a chegada na cidade de Simon Silver (Robert de Niro), um vidente considerado paranormal, fará com que Mathison reavalie as suas crenças. Descobrimos que no passado, ela e Mathison enfrentaram um embate que culminou no coma de seu filho.
Rodrigo Cortés, diretor do excelente "Enterrado vivo', dessa vez decepciona. Já de cara, o prólogo já dá indicios que será um filme B. Pelos créditos iniciais, já percebi que a personagem de Sigourney Weaver não ficaria o tempo todo e mais, é tudo óbvio demais. dar detalhes no remédio que ela toma simplesmente, é chamar o espectador de burro.
Para piorar a situação, Robert de Niro faz um pastiche de seu Louis Cypher, de "Coração satânico". Faz caras e bocas, sem se preocupar com canastrice. Gente, cadê o de Niro de outrora??
Porém, o que mais me chama a atenção, é criar suspense em cima de um plot que convenhamos, é muito forçado. Como assim, o filme quer propôr que o personagem de de Niro é um vilão? Ele apenas quer ganhar um dinheirinho suado. Se ele está enganando ou nao a plateia, ninguém tem nada a ver com isso. Mas o filme induz o espectador de que ele é quase un assassino. E Não é. Ele não faz mal nenhum a ninguém. Os mágicos e ilusionistas não são assim? Eles não ganham o dinheiro enganando os outros?
O filme tem problemas de ritmo, e lá pelo terço final, o diretor percebeu que faltava dinamismo e resolveu concentrar todos os sustos e violência pro final.
Achei o roteiro bastante confuso também. É o tipo de filme que tem que rever, para poder entender o desfecho. O que era tudo, afinal de contas??? Mas não quero ver de novo. Já me dei por satisfeito, e pelo o que eu entendi, achei tudo uma bobagem mesmo. Um desperdicio de atores bons: Cillian Murophy, Eleisabeth Olsen, e os já citados acima.
Nota: 5
sexta-feira, 21 de setembro de 2012
Dredd 3D
de Pete Travis (2012)
No futuro,as cidades estão super povoadas e existe um caos urbano. A violência impera nas grandes metrópoles. As autoridades policiais se chamam O JUIZ. Ele possui autonomia para prender, julgar e executar um criminoso, caso seja necessário. Dredd (Karl Urban) é acionado para entrar em um prédio no estilo favela-bairro, onde moram muitas famílias pobres e também, criminosos de alta periculosidade. Lá, ele precisa prender Ma-ma (Lena Headey), uma traficante que fabrica o SLO-MO, uma droga sintética que potencializa o tempo, retardando a sua duração. Anderson (Olivia Thirby) é uma novata, com poderes paranormais, que é obrigada a acompanhar Dredd na invasão do prédio. Porém, ao entrarem no local, eles ficam encurralados, impedidos de sair. Os criminosos resolvem matar Dredd e Olivia, e para isso, ambos precisam lutar pelas suas vidas.
Impossível assistir a "Dredd"e não se remeter ao cult da Indonésia, "Batida policial/The raid". A premissa é a mesma, e a ambientação também. Em "Teh raid", um grupo no estilo Bope é acionado para entrar em um prédio e prender um traficante, mas são encurralados e mortos um a um pelos criminosos. A direção de arte, a fotografia, a extrema violência, tudo remete ao filme. Mas como poucas pessoas devem ter visto "he raid", essa referência deve ter passada batida.
De qualquer forma,o filme é interessante, mas a falta de ritmo em vários momentos prejudica a narrativa. O filme tem uma inegável cara de Filme B, partindo do elenco, sem nenhum rosto conhecido, com exceção de Lena Headey, a Cercei de "Game of thrones". Aqui, ela praticamente repete as suas vilanias, fazendo o papel da mulher má e sem coração. Karl Urban, assim como Tom Hardy em "Batman rise", não mostra o seu rosto em momento algum, o que é curioso. Mas a semelhanca com o mesmo tom de prosa de Batman e de Robocop enfraquece o personagem, que sôa repetitivo.
O que mais me chamou atenção é o efeito de super slow motion, o mesmo usado em "Melancolia", de Lars Von Trears. Acho bonito visualmente, e é usado em prol da história, devido ao uso da droga SLO-MO. Assim, água e sangue jorram belamente, causando impacto em 3D.
No geral, um bom passatempo, violento, sem dúvida, e em alguns momentos, divertido.
Nota: 6
quinta-feira, 20 de setembro de 2012
Torso
"I corpi presentano tracce di violenza carnale", de Sergio Martini (1973)
Em Perugia, Itália, duas estudantes de Universidade de História da arte são assassinadas. A polícia procura o paradeiro do assassino, que usa uma echarpe de cor vermelha e preta. Paralelo, temos um grupo de estudantes americanas, lideradas por Jane, que estão tensas com os assassinatos e passam uns dias numa cidade do interior. Porém, o assassino vai no encalço delas, pois sabe que uma das estudantes,Ursula, o viu e teme que ela o delate.
Sergio Martino é um expoente do gênero "Giallio", junto de Dario Argento e Lucio Fulcci, mestres do suspense italiano. Nesse gêero de filme, temos uma profusão de mulheres nuas, cenas sensuais e muita, muita viol6encia estilizada, com detalhes em cortes e perfurações. "Torso"é consierado pelos fãs do terror um dos precursores do "slasher", onde o que impera é a sanguinolência, típico de filmes como "Sexta-feira 13", "Halloween", etc. Porém, parao giallio italiano, existe um charme imbativel. A dublagem para o inglês, a cafonice das roupas e cabelos, a trilha sonora estridente e estranha, e era bastante comum encontrramos nos crédito, mestres da fotografia e da música, que se utilizavam desses filmes baratos para se exercitarem.
Confesso que sou um grande fã do g6enero, e me divirto bastante ouvindo os gritos de desespero, a canastrice dos atores, a estilização da violência. O sangue abunda em profusão, e as tramas tentavam ser complexas, no estilo "Who donit?", até mesmo Hitchcock era uma referência para os cineastas.
"Torso"pode ter ficado muto datado, mas mesmo assim, é uma delícia assisti-lo.
Nota: 7
Isca 3D
"Bait 3D", de Kimble Randall (2012)
Um salva-vidas se atormenta pela morte de seu amigo, também salva-vidas, vitima de ataque de um grande tubarão branco. Josh resolve abandonar o trabalho e se emprega em um supermercado subterrâneo. Porém, um grande tsunami destrói a costa Australiana, e Josh e vários sobreviventes do Tsunami tentam sair do local, mas decsobrem que o tubarão branco se encontra por lá, atacando a todos.
Incrível como nos ultimos anos houve uma enorme gama de filme stendo o tubarão assassino como tema. Eu pelo menos assisti a uns 6, sem contar com os "Piranha" da vida. Mas diferente de "Shark night" ou o filme com Halle Berry, esse aqui procura se levara séro, meso tendo alguns personagens caricatos, como a dondoca do cachorrinho. O elenco é bom, as cenas de ação são bem construídas e o filme segura o ritmo. Os efeitos variam entre bom e toscos, principalmente na cena final, um pavor. Mas como disse antes, esse aqui é pontos acima de outros do gênero, e para quem curte filmes de tubarões, vale apena assistir a esse aqui.
Nota: 7
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
Entre o amor e a paixão
"Take this waltz", de Sarah Polley ( 2011)
Margot(Michelle Willians) é uma jovem escritora. Em uma viagem de pesquisa, ela conhece Daniel (Luke Kirby). Os dois voltam para a cidade onde moram, em Toronto, e descobrem que são vizinhos. Margot avisa a Daniel que ela é casada e ama seu marido, Lou (Seth Rogen). Ele é um cozinheiro que pretende escrever um livro de colinária. Margot, no entanto, se mostra apaixonada pelo vizinho, e a paixão é mútua. No entanto, ela também é apaixonada pelo seu marido. Ela fica em constante melancolia, pelo fato de não poder expressar o amor ao vizinho, se sentindo culpada. Daniel é artista e motorista de riquixá, e de sua maneira, tentará seduzir Margot de qualquer jeito.
Belo drama romântico muito bem conduzido pela atriz, cineasta e roteirista Sarah Polley. O filme possui uma belíssima fotografia, e ótimas imagens, sensíveis, poéticas. Algumas cenas são dignas de antologia, sendo que o passeio de Margot e Daniel no carrossel, ao som de "Video killed the radio star", é uma obra-prima. A alegria e tristeza de ambos, expressadas de forma muito linda. A presença de Seth Rogen parece que irá levar o filme para uma comédia, mas ledo engano. Seth segura muito bem o drama, com o seu personagem bacana e que merecia uma esposa do seu lado, de tão legal que ele é. Não se pode culpar nenhum dos personagens pelos seus atos.
O que enfraquece a trama e o filme, é a longa duração, e personagens paralelos que nada acrescentam. Por ex, a irmã de Lou, uma alcoólatra, fica um personagem chato.
Outra cna digna de atenção é a do vestiário feminino em uma piscina de academia. Todo o lenco feminino se mostra completamente nú. Uma cena bela, sem dúvida, pela maturidade da cineasta em expor corpos disformes e fora de padrão de beleza.
Nota: 7
domingo, 16 de setembro de 2012
Geração Um...
"Generation Um..." de Mark Mann (2012)
Putz merda, a tempos não via um filme tão ruim. Personagens errantes vivem em uma Nova York decadente. Passam o dia todo usando dorgas, falando merda, andando sem rumo. Original, né? Keanu reeves deve ser muito amigo do diretor para ter aceito essa sua desastrosa incursão em um filme independente de arte. Sem ritmo, tosco, pedante. Sono na certa. Para piorar, o personagem de Keanu rouba uma filmadora, e passa quase o filme
todo rodando cenas desconexas, entrevistando, etc. Coisa antiga, meu Deus! hehe sexo, drogas e rock'n roll. Cade vocês??
Nota: 1
sábado, 15 de setembro de 2012
Babycall
de Pal Sletaune (2011)
Misture no mesmo filme "Sexto sentido", "Janela indiscreta", "Ilha do Medo", "Martha Marcy May Marlene" e "Repulsa ao sexo". O filme é assim, um pouco de cada. Claro, o desfecho é totalmente confuso, e a gente sai do filme tentando entender o que aconteceu. Noomi Rapace interpreta Anna, uma mulher que se muda com o seu filho de 8 anos, fugindo do ex-marido violento. Porém, sua vida se mistura entre o que é real e o que é fantasia. Tecnicamente, o filme é otimo: bela fotografia, trilha. Noomi está excelente, com sua performance angustiante. Mas eu queria ter entendido um pouco mais da trama. Htchcock teria explicado melhor.
Nota: 7
sexta-feira, 14 de setembro de 2012
Ted
de Seth MacFarlane (2012)
John Bennet ( Mark Walhberg) é uma criança sem amigos. Na noite de natal, ele ganha um urso de pelúcia, chamado Ted, e deseja que ele ganhe vida e se torne o seu melhor amigo. O seu desejo é realizado, e logo Ted cria vida, se tornando uma celebridade nacional. Os anos se passam, John agora tem 35 anos, e Ted está no ostracismo. John namora a 4 anos com Lori (Mila Kunis), que ama John, mas odeia esse seu lado infantil e sua amizade com Ted, que lhe rouba a atenção. Ted é um desbocado, usuario de drogas e transa com a mulherada. John é fiel a Lori, mas também é apaixonado por filmes trash, como "Flash Gordon" e toda a cultura inútil dos anos 80 e 90. Lori resolve dar-lhe um ultimato : ou ela, ou Ted. Paralelo, Donny (Giovani Ribisi) e seu filho tentam sequestrar ted, uma obsessão de Donny desde que ele era criança.
Caraleo como ri nesse filme. Principalmente na cena final, quando o narrador diz o destino de cada personagem. Putz, caguei de rir. O filme é um ode ao Universo Nerd. Ele brinca com o mundo pop: anos 80, 90, Star Wars, Flash Gordon, E.T..pouca coisa escapa ao roteirista e diretor Seth MacFarlane, criador do seriado "Family Guy". Até mesmo Ryan Reynolds é sacaneado, depois de "Lanterna verde"ter sido alçado a herói gay. O elenco todo parece se divertir bastante: Mark Walhberg, Mila Kunis, e Giovani Ribisi, impagável numa cena que ele dança a musica de Tiffany. Claro, os efeitos do urso Ted são fodas demais. Infelziemnte o filme tem uma duração excessiva, e acaba perdendo o ritmo lá pro meio, mas depois recupera. Podia ter uns 20 minutos a menos. No final, diversão garantida para quem é Nerd.
Nota: 8
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
Projeto dinossauro
"The dinosaur project", de Sid Bennet (2012)
Uma expedição que envolve exploradores e jornalistas segue até o Congo, em busca de evidencias que comprovem a existência de um monstro marinho, semelhante ao monstro de Loch Ness. Seguindo de helicóptero até o local, o grupo é atacado por pásssaros gigantes, que mais tarde decsobriremos serem pterodáctilos. O helicópetro cai, e todos acabam sendo perseguidos pelos dinossauros existentes na região. Paralelo, temos o embate emocional entre o pai explorador e o seu filho hacker, e também, a ganância do socio do pai do menino, que deseja ter o domínio sobre a existência da região de dinossauros, e ser conclamado pela mídia.
Filme de ação e aventura, que se utiliza da linguagem do "found footage". No in;icio do filme, uma legenda indica que foram encontrados 100 horas de material gravado. O filme pega até mesmo emprestado o título original de "A bruxa de Blair", chamado "The Blair witch project". Tudo é muito ruim no filme: os personagens, os diálogos, bobos e tolos, o roteiro, e claro, os atores. E não pensem que tanta coisa ruim resulte num filme divertido. Não. Infelizmente, o filme é apenas ruim. O que se salva, é a fotografia e as locacões, belas.
Uma coisa que jamais entenderei no filme: porque, mesmo em situacões extremamente perigosas, as pessoas conitnuam gravando as imagens? Outro clichê ridiculo: sempre tem um personagem que se mete a herói e resolve ficar para trás, e claro, é atacado e more.
Para piorar tudo: o filme tem a premissa de pelo menos ter ótimas cenas de ação, dinossauros aparecendo aos montes. Mas não: toda a vez que o filme indica mostrar aguma cena de efeito especial, é feito um corte brusco, e quando a imagem volta, o evento já passou. Ou seja: não vemos dinossauros, não vemos as pessoas sendo atacadas, nada. Ridículo.
Nota: 2
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