quarta-feira, 24 de junho de 2026
Toy story 5
"Toy story 5", de McKenna Harris e Andrew Stanton (2026)
Eu sou daquelas que vai falar eternamente que a franquia "Toy story' deveria ter terminado na parte 3. Emocionante, era o final perfeito pra turma de Woody, Buzz, Jessie e cia, além do menino Andy: um retrato poderoso e melancólico sobre o ato de crescer e amadurecer. Mas Hollywood ama franquias que dão dinheiro, e em 2019, veio o inevitável e dispensável parte 4. Quando tudo parecria ter finalizado, surge a parte 5 em 2026. Não morri de amores, e continui achando que não precisava. Mas tem duas vantagens: trazer Andrew Stanton, que co-escreveu todas os outros filmes da franquia, e dirigiu 2 das animações que mais amo da Pixar: "Wall.e", e "Procurando Nemo". O outro fato positivo, é ter dado o protagonismo para a cowgirl Jessie (em dublagem maravilhosa de Joan Cusack), que sempre foi coadjuvante. Ela está envolvida com uma concorrente: a tablet de IA dada para a agora menina Bonnie, para ajudá-la a se tornar mais social e ter uma amiga, mesmo que artificial. A voz da tablet Lily é de Greta Lee.
As vozes originais permanecem e é um elemento de nostalgia para o público: Tom HAnks, Tim Allen, além da própria Joan Cusack. Mas o embate entre IA e a educação e formação das crianças, por mais que seja necessária e efetiva, não me cativou. O filme tem boas cenas, o esquedrão de Buzz é divertido, mas no final, é a história requentada.
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