sábado, 13 de junho de 2026

Blue film

"Blue film", de Elliot Tuttle (2025) Drama queer que se tornou uma das maiores polêmicas de 2025/2026: segundo o diretor e roteirista Elliot Tuttle, "O filme foi rejeitado por diversos festivais de cinema, incluindo Sundance, SXSW e Frameline. Elliot Tuttle e o resto da equipe sabiam que o tema sempre dificultaria a sua distribuição, mas não esperavam uma rejeição tão grande depois de estarem extremamente satisfeitos com a versão final." "Blue film" lida com um tema tabu que é a p3d0f1l14, e a forma como uma vítima de um abusador, ao reencontrá-lo anos depois, o aceita e se envolve com ele. Aaron Eagle (Kieron Moore) é um garoto de programa que se exibe em uma webcam e também atende à domicílio. Quando ele recebe um convite de um seguidor para passar a noite com ele recebendo um valor de 50 mil dólares, Aaron aceita. O cliente o recebe usando uma máscara e propõe um jogo, onde ee grava com uma camera as perguntas e respostas feitas a Aaron. As pegruntas se tornam bastante pessoais, e Aaron decide descobrir quem é o cliente que conhece a fundo Aaron, que na verdade se chama Alex. Ao retirar a máscara, ele descobre que o cliente é Hank Grant (Reed Birney), seu ex-professor de inglês quando Alex tinha 12 anos de idade. Aaron fica chocado, mas aos poucos, de permite entrar em um jogo com Hank, que o depila para que Aaron possa se parecer com Alex. Hank não consegue se excitar com Arron, que já é um adulto. Percebendo, Aaron busca incorporar a inocência de Alex, e assim, permitir que Hank volte a abusar dele. O filme poderia render uma peça de teatro com 2 atores em um único cenário, mas o tema explosivo que beira a síndrome de Estocolmo seria um elemento que pode fazer a peça fracassar, da mesma forma que o filme foi vetado em diversos festivais. É um filme corajoso, com performances viscerais e intensas dos dois atores, que se permitem interagir em cena em uma narrativa ao mesmo tempo erótica, e malancólica. O filme não romantiza nem defende os atos de ambos os personagens. Cabe a cada espectador tirar a sua própria opinião.

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