quinta-feira, 2 de julho de 2026
Jone, às vezes
"Jone Batzuetan", de Sara Fantova (2025)
Melhor direção em Malaga, "Jone, às vezes" é co-escrito e dirigido pela cineasta espanhola Sara Fantova. O filme é um drama intimista que acompanha a jovem Jone (Olaia Aguayo), órfã de mãe, morado em uma casa em Bilboa com seu pai, Aitor (Josean Bengoetxea) e sua irmã pequena, Marta (Elorri Arrizabalaga). O que mais me impressionou no filme, é o trabalho magnífico de todo o elenco, todos em seu primeiro trabalho como atores. Em registro naturalista, evocam. tantos sentimentos que comovem o espectador. O destaque especial vai para a pequena Elorri Arrizabalaga, espirituosa como a pequena Marta. O filme fala sobre amadurecimento, morte, amor, amizade, memórias.
Durante a semana de festividades de Bilbao, Jone, quetrabalha e se diverte no evento com sua amigas, passa por um turbilhão: seu pai está com Parkinson e ela precisa assumir a responsabilidade de tomar conta dele; ela conhece uma mulher mais velha, Olha (Ainhoa Artetxe), moradora de Madri e que está em Bilboa para a festividade e para trabalhar. Ambas vivem um romance de verão que irá deixar Jone em grande conflito: cuidar de seu pai, ou viver um grande amor?
A câmera acompanha Jone em todo o filme, dividindo a sua viv6encia com memórias de infância, quando vivia com seus pais. O filme trabalha com sensações de melancolia e perda. As cenas de Jone com seu pai aliam humor e drama, como por exemplo, a cena onde ele estende as roupas no varal e todas caem na rua. Uma cena emocionante é quando Jone testemunha o pai sendo cuidado por uma funcionária de uma loja, sem querer que as filhas o vejam naquele estado. A cena final, na sessão de terapia do hospital, é brutal pelo seu realismo, sem fachadas: a certeza da finituda da vida, e do peso que pessoas doentes trazem aos parentes.
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