terça-feira, 13 de outubro de 2020
Noturno
segunda-feira, 12 de outubro de 2020
O despertar das formigas
On the rocks
domingo, 11 de outubro de 2020
Sem seu sangue
Um animal amarelo
Viver de cantar
sábado, 10 de outubro de 2020
O lobo de Snow Hollow
sexta-feira, 9 de outubro de 2020
Technoboss
Amor estranho amor
O cubano
quinta-feira, 8 de outubro de 2020
Punks- Os filhos da noite / Sexo selvagem dos filhos da noite
"Punks- Os filhos da noite / Sexo selvagem dos filhos da noite", de Levi Salgado (1982)
Um filme brasileiro que tem travestis dublando Grace Jones, Lady Francisco interpretando uma Rainha de uma gangue punk do futuro apocalíptico, go go boys se apresentando em um cabaré semi-nús e dublando hits dos anos 80, gangues que se vestem como Os Flintstones e se maquiam como o musical "Cats"...sim, você está diante de uma verdadeira pérola do cinema trash brasileiro, um cult obscuro e esquecido que a gente faz questão de resgatar para que não sejam esquecidos.
Após "Os rapazes das calçadas", seu filme anterior, trazendo polêmica sobre a violência dos garotos de programa carioca, Levi Salgado retorna ao cinema mega hiper trash com "Punks- Os donos da noite", lançado em 1982 mas depois relançado em 1987 com cenas de sexo explícito. O filme apresenta um futuro no rio de Janeiro com carros Passat estacionados nas ruas, onde 4 gangues lutam pela sobrevivência: Lady's, Panteras, Ratos e Babv's, comandados por mulheres poderosas, que fazem gato e sapato dos homens. Às mulheres frágeis, resta o estupro. O filme mostra um Brasil tão liberal, que uma cena de curra acontece na estação de metrô Botafogo. Os atores são absolutamente toscos e amadores, falando seus textos da forma mais tati bitati possível. Uma jóia a ser revista por cinéfilos especificos que curtem tranqueiras.
Nossas mães
Os rapazes das calçadas
"Os rapazes das calçadas", de Levi Salgado (1981)
quarta-feira, 7 de outubro de 2020
Livros de sangue
Os Espetaculares
"Os Espetaculares", de André Pellenz (2020)
Lançado no streaming através do Now, Google play, Apple tv e outros, 'Os Espetaculares" é uma comédia para assistir e esquecer um pouco da vida cinza que estamos tendo nos dias de hoje. Focado na batalha diária de artistas de stand up que lutam por um lugar ao sol, o filme tem um ótimo elenco de comediantes: Rafael Portugal, Paulo Mathias Jr, Luísa Perissé, Victor Meyniel. Elisa Pinheiro, e ainda um enorme elenco repleto de talentos do humor. Mas a grande relevação é Dj Amorim, um ator de 12 anos, que narra o filme em off e é a espinha da estrutura narrativa do filme. É através de seu personagem que surge o drama de seu pai, interpretado por Paulo Mathias, divorciado de Elisa Pinheiro. Ele é um comediante de stsnd up que não deu certo, e para isso, vai trabalhar como vigia em um museu
(referência a "Uma noite no museu"). Quando ele descobre que está rolando um concurso para o melhor trio de stand up, com direito a um milhão em prêmio, ele se une ao ex-parceiro, Rafael Portugal, e à novata Luisa Perrissé. Como estamos falando de stsnd up, se preparem para muitas piadas infames e de duplo sentido, e uma pontada de sacanagem contra o cinema autoral, sacaneado através da figura de Neville D'almeida, que interpreta um cineasta mega hermético e conceitual. Na equipe, só amigos queridos: André Pellenz, o roteirista Sylvio Gonçalves, o fotógrafo Leo Vasconcellos.
Tubarão 3D
Tubarão 3", de Joe Alves. Confesso que assisti esse filme na época que foi lançado, em 1983, e só revi agora por conta de um vídeo meme que rola na internet com uma cena mega tosca do tubarão em 3D destruindo um parque aquático. E para minha surpresa, que eu nem lembrava, o filme é protagonizado pelo então jovem Dennis Quaid, que hoje em dia, renega o filme.De fato o filme é ruim demais. Sem o elenco do filme original, Roy Schneider e Lorrane Bracco, "Tubarão 3"acabou sendo um sucesso mais pela tecnologia 3D, que voltou com força total nos anos 80. A história é a mesma de sempre: Um grande tubarão branco invade um parque aquático, o SEAWORLD na Flórida. Mas claro que o gerente, interpretado por Louis Gosset jr, não acredita e inaugura o parque assim mesmo. O resto é o mesmo de sempre, sendo que aqui, tudo é bem ruim. Não tem suspense, não tem ritmo, os atores são fracos. A diversão fica por conta da tosquice da produção, com cenas pavorosas do tubarão mal feito, e com 3D pior ainda.
terça-feira, 6 de outubro de 2020
The Glorias
"The Glorias", de Julie Taymor (2020)
Drama épico dirigido por Julie Taymor, diretora de "Across the universe" e da versão de "O Rei Leão" para a Broadway, "The Glorias" é a adaptação da autobiografia de Gloria Steinem, um ícone do movimento feminista, atuante desde os anos 60 e hoje, aos 85 anos, ainda desbravando arduamente.
Gloria Steinem é interpretado por 4 atrizes e pela própria Gloria, no ato final. O filme evoca desde a sua infância, adolescência, fase adulta dos 20 aos 30 anos (Alicia Vikander) e depois, terceira idade, já com Julianne Moore.
Com uma caprichada ficha técnica, que inclui o fotógrafo Rodrigo Prieto, o filme mescla drama e realismo fantástico. A espinha dorsal do filme é um ônibus que atravessa os Estados Unidos e nele, se encontram as 4 Glorias em épocas distintas. Elas falam entre si e revêem momentos de sua vida. Quando criança, o pai ausente de Gloria, interpretado por Timothy Hutton, um caixeiro viajante que acabou morrendo em acidente de carro. Gloria cuidou de sua mãe que, ficou doente e esquizofrênica. Aos 20 anos, ela foi morar na Índia e em outros países, até retornar aos Estados Unidos. Jornalista, fundou uma revista, MS< que por 15 anos, revela os bastidores de um mundo machista , misógeno e racista. Gloria fez amizade com grandes feministas, entre elas, Flo Kennedy (Lorraine Toussaint), Bella Abzug (Bette Midler) e Dorothy Pitman (Janelle Monáe).
O filme tem cenas lindas, que mesclam magia e lúdico: a cena de Gloria adolescente dançando sapateado em uma barbearia; a cena de Gloria do discurso de Bette Midler; a participação de Lorraine Toussaint e Tomothy Hutton. Mas é um filme longo, quase 2:20 horas, e lá pelo meio já dá uma cansada. Mas pela importância história da personagem, e fazendo um amplo painel da sociedade americana dos anos 30 aos dias de hoje, o filme vale ser visto.
segunda-feira, 5 de outubro de 2020
O terraço
"La terrazza', de Ettore Scola. (1980)
Após o grande sucesso de "Um dia muito especial" e de um episódio no filme "Viva Itália", o Mestre italiano Ettore Scola lança um filme na tradição do que faz melhor: contar histórias de um grupo de amigos de classe média, e que vivem discutindo sobre a vida, amor, profissão, política. Vencedor das Palmas de Ouro de roteiro e de atriz coadjuvante para Carla Gravina em 1980, o filme é um panteão dos melhores atores europeus da época: Marcelo Mastroianni, Jean Louis Trintingnant, Ugo Tognazzi, Vittorio Gassman e Serge Reggiani.
Mastroinai é um jornalista; Trintignant é um roteirista de cinema que escreve comédias populares, Ugo Tognazzi é o produtor de cinema que odeia filmes de arte; Vittorio Gassman é o político comunista; e Serge Reggiani é um diretor de tv da RAI. Stefania Sandrelli, protagonista da obra-prima "Nós que nos amávamos tanto", também está no elenco.
O filme começa com um magnifico plano de grua que avança, revelando todo o terraço e chegando até a sala onde está buffet, e em seguida, chegam os convidados para se servir. Logo, somos apresentados aos personagens principais, que sempre se reencontram uma vez por ano nessa festa no terraço. O filme conta a história de cada um separadamente, como se fosse um filme em segmentos. No final, um ano depois, a mesma festa, e entendemos que com rusgas e crises ao longo do ano, acabam se dissipando na festa, onde todos comemoram e cantam as dores da vida e dos amores, e a grua se afasta, saindo em movimento contrário ao que começou, só que dessa vez, com chuva.
Confesso que nunca havia visto ao filme, e sou um fã fervoroso de Scola. Não é dos meus favoritos, mas só pelo elenco, se torna um programa imperdível.
domingo, 4 de outubro de 2020
Abuso
"Abuse", de Arthur J. Bressan Jr. (1983) Polêmico e obscuro drama independente LGBTQIA+, o filme foi proibido e pouco visto na época do lançamento. Com temas controversos como abuso doméstico contra crianças e adolescentes e pedofilia, "Abuso mescla ficção e documentário e traz imagens fortes de violência infantil, além de um roteiro bastante ousado e tabu: a relação sexual entre um adulto e um rapaz de 14 anos.Thomas (Raphael Sbarge) é um adolescente de 14 anos, que constantemente apanha de forma severa de seus pais. No último ato de violência, ele tem uma convulsão e desmaia. No hospital, o médico chama um amigo dele, Larry, para conhecer Thomas. Larry e um homem de 20 anos, estudante de cinema e que está fazendo um documentário sobre abuso doméstico contra crianças e adolescentes. Sem que os pais de Thomas saibam, ele topa dar entrevista e ser filmado por Larry em seu filme. Com as constantes idas e vindas, o inevitável acontece: Thomas e Larry se apaixonam, mais pelo carinho e proteção que Larry oferece, se aproveitando da fragilidade emocional do garoto.Mesmo sem cenas de sexo, é incrível pensar o quanto esse filme deve ter provocado um enorme furor na época do lançamento, em 1983. Cenas apaixonadas dos dois na cama e muito romantismo. Porem mais chocante, são as imagens documentais e fotos mostrando pais queimando os filhos, torturando, cenas brutais que fazem com que esse filme não seja recomendado para pessoas sensíveis Fora isso, existem depoimentos de adultos e adolescentes relatando os casos de abuso que sofreram de seus pais, envolvendo inclusive estupros. Raphael Sbarge, que interpreta Thomas, tinha 18 anos na época das filmagens, mas sua aparência de adolescente fazem o espectador acreditar que ele tenha 14 anos.
Fomos os sacrificados
Gay USA
sábado, 3 de outubro de 2020
História do mundo - Parte 1
sexta-feira, 2 de outubro de 2020
Cinzas no paraíso
"Days of heaven", de Terrence Malick (1978)
Se você ouvir de algum cinéfilo que "Cinzas no Paraíso" é o mais lindo filme da história do Cinema, ele não estará brincando. Lançado em 1978, o filme arrebatou o Oscar de fotografia para Nestor Almendros, e a Palma de Ouro de Direção para Terrence Malick, aqui em seu segundo filme.
O preciosismo de Malick, notório, fez com que ele levasse anos montando o filme, estourando o orçamento da Paramount. Mas o resultado do filme, que foi um fracasso de bilheteria, é uma obra-prima que exala Arte em cada fotograma. Para fechar a santíssima trindade, a trilha sonora é do Mestre Ennio Morricone.
O filme se passa em 1916, durante a 1a guerra. Bill (Richard Gere) é um operário que mata seu patrão durante uma discussão de trabalho. Ele foge para Panhandle, no Texas, junto de sua namorada Abby (Brooke Adams) se sua irmã caçula, Linda (Linda Manz). Os três vão trabalhar na fazenda de trigo do fazendeiro (Sam Sheppard). Todos os empregads sofrem maus tratos, até que Bill ouve que o fazendeiro está com câncer terminal. Bill propõe à Abby que namore o fazendeiro e se case com ele, para herdar a fazenda. Mas Bill não esperava que Abby fosse se apaixonar pelo fazendeiro.
Com um extremo rigor na fotografia, toda filmada no twilight, com apenas duas horas de filmagem por dia, o filme exigiu bastante da equipe e do elenco. Malick é bastante famoso por seu perfeccionismo, e isso está impresso no filme inteiro. Toda a marcação, enquadramentos, poesia e atmosfera do filme são surpreendentemente mágicos de tão belos.
Richard Gere está em seu segundo filme, e Sam Sheppard em seu primeiro papel de destaque. O filme tem poucos dálogos, quase todo narrado por Linda. É um filme trágico, triste, um épico sobre pessoas que buscam ganância mas somente encontram o destino selado.
ABC do Amor e do Sexo: Estilo australiano
"The Abcs of love and sex: the australian style", de John D. Lamond (1978)
Obscuro documentário cult australiano, que veio na onda dos filmes exploitation, um grande sucesso nos anos 70. Lançado em 1978, até hoje o filme é proibido em diversos países. Repleto de cenas de sexo explícito, o filme tem um prólogo e um desfecho com bonecos de massinha, bastante polêmico, mostrando um professor na sala de aula dando aula de educação sexual. As cenas de sexo explícito foram rodadas na Suécia, pois foram proibidas na Austrália. Cada segmento envolve um curta de animação. Os tópicos são:
A de Anatomia, B de Birth, C de Contraception, D for Dreams, E for Erotic, F for Fun, H for Homosexual, I for Inoccence, J for Jealous, K for Kiss, L for Love, M for Masturbation, N for Natural, O for Orgasm, P for Pornography, R for Rape, S for Seduction, T for Temptation, U for Understanding, W for Words, Y for You
O melhor do filme é o seu visual retro vintage kitsch. PAra definir cada letra, algumas dançarinas em estúdio apresentam letras escritas em grandes cubos, dançando ao lado dele.s A trilha sonora é cafonérrima, e a narração em off é totalmente erotizada. Para cinéfilos que curtem bizarrices, esse filme é uma pérola, com historinhas bem humoradas, descritas por uma sexóloga lésbica. O segmento para Homosexuals é hilário, mostrando uma comunidade LGBTQIA+ eclética em uma festinha privé. Porém, o segmento mais controverso, é o do RAPE: pois associa estupro a um alfabeto onde sexo e amor são demonstrações de felicidade.
quinta-feira, 1 de outubro de 2020
Cinemania
O roubo do século
"El robo del siglo', de Ariel Winograd. (2020)
Adaptação de uma história real ocorrida na cidade de Acassuso, Argentina, no ano de 2005, "O roubo do século" narra a ocorrência de um assalto que rendeu 20 milhões de dólares aos assaltantes, o maior do País, e que fez a polícia de otária mediante toda a mídia.
7 homens decidem formar uma quadrilha para assaltar o Banco Rio. O líder do grupo, Diego (Fernando Araujo) é um treinador de luta marcial em uma academia, e decide que quer ficar rico. Ele junta outros 6 homens e decidem cavar um buraco que vai do esgoto até a entrada do cofre forte do banco.
O sub-gênero de assalto a banco já rendeu muitos filmes clássicos, que vai desde "Os trapaceiros", de Woody Allen, até "Um dia de cão", de Sidney Lumet, passando pelo brasileiro 'Assalto ao banco central".
O que diferencia esse filme dos outros é o humor furioso do roteiro, fazendo o espectador dar altas gargalhadas, além da excelente direção, edição e creme de la creme , um elenco homogêneo com um time de excelentes atores. .. Fernando Araujo e Guillermo Francella, de "O clã". lideram o elenco, mas todos estão ótimos. O filme foi um enorme sucesso de bilheteria na Argentina, e certamente, riá render alguma refilmagem.

























