domingo, 25 de outubro de 2026

Embryo Larva Butterfly

"Embryo Larva Butterfly", de Kyros Papavassiliou (2023) Escrito e dirigido por Kyros Papavassiliou, "Embryo Larva Butterfly" é um instigante drama de ficção científica e fantasia, que traz um experimentalismo fabular que faz lembrar os filmes de cineastas gregos como Yorgos Lanthimos e Athina Tasangari. Concorrendo em Sitges, o filme ganhou os premios de trilha sonora original e do publico no Thessaloniki Film Festival. O roteiro em algum momento me fez lembrar de "Tempo", de M. Night Sgyamalan, e filmes de viagem do tempo. A sociedade vive o que se chama de "Tempo arbitrário": o dia seguinte não corresponde cronologicamente ao dia seguinte, podendo dar saltos temporais para o passado, futuro ou presente, e assim, ir intercalando. O filme é dividido em segmentos temporais, e a história segue essa cronologia: 2005/2023/2030/2037/2007/2032/2023/2036/2023/Hoje. Um casal, Penelope (Maria Apostolakea) e Isidoros (Hristos Sougaris) vive a cada dia a rotina do casamento, o divórcio, a juventude, a terceira idade, a morte de Isidoroos, o nascimento de um suposto filho do casal, o dia que se conheceram no speed dating. Nesse cotidiano de tempo não linear, o roteiro porpõe discutir as etapas de um relacionamento. Apesar de ter uma premissa bem curiosa e original, a forma como o diretor Kyros Papavassiliou filma e conduz é de extrema frieza, sem sentimentos, uma proposta que faz parte do chamado novo cinema grego. Fosse um filme Hollywodiano, tipo o excelente "Questão do tempo", o filme teria um alcance maior de público. Mas o rigor estrutural do cinema do país é se ater ao cinema arte, e para isso, ele funciona em partes.

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