domingo, 18 de outubro de 2026
Tenzing
"Tenzing", de Jennifer Peedom (2026)
Cinebiografia dos primeiros homens a escalarem o Monte Everest, o neozelandês Edmund Hillary (Tom Hiddleston) e seu guia alpinista sherpa (grupo étnico originário das regiões montanhosas do Nepal, Himalaia e Tibete), Tenzing Norgay (Genden Phuntsok). A história ocidental ignorou o feito de Tenzing e celebrou Edmund, por conta de xenofobia e colonialismo. O filme, co-escrito e dirigido por Jennifer Peedom, procura revisitar a história e dar créditos também a Tenzing, sem o qual, Edmund não teria chegado ao cume do Everest. Nos créditos finais, é dito que Tenzing foi visitar Edmund na Nova Zelândia e se tornaram amigos por toda a vida.
Logo no início, surge a informação que desde o ano de 1921, diversas expedições tentaram chegar ao cume do everest, sem sucesso. Esse feito só foi possível em 29 de maio de 1953. O filme mostra a infância de Tenzing, que sempre sonhou em chegar ao cume do Everest. Ja adulto, casado e com filhas, ele é convocado pela expedição convocada pelo líder John Hunt (Willen Dafoe), de onde Edmund faz parte. Durante toda. atravessia, o filme intercala com flashbacks da infância e judentude de Tenzing.
O filme obviamente, traz belíssimas imagens, fotografadas com esmero por Stefan Duscio, em locações filmadas no Nepal, no Everest e na Nova Zelândia. As filmagens devem ter sido bem complezas. A reconstituição de época é excelente, com atenção ao figurino e maquiagem e direção de arte. os atores cumprem bem seus papéis e se esforçam fisicamente em cenas que exigem força física. O que prejudica a história, é a edição e o roteiro, com os cortes para diversos flashbacks, em momentos de suspense e de tensão, durante a escalada do monte.
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