sábado, 3 de outubro de 2026

Honestino

“Honestino”, de Aurélio Michiles (2026) Documentário com cenas ficcionalizadas com o ator Bruno Gagliasso, “Honestino retrata a história de Honestino Guimarães, estudante de geologia da UNB, presidente da UNE, líder estudantil e morto pela ditadura aos 26 anos de idade, sendo que seu corpo nunca foi encontrado. O filme é dirigido pelo cineasta do premiado documentário “O cineasta da selva”, sobre o realizador Silvino Santos. Em ambos os filmes, Aurélio mescla ficção e imagens de arquivo. Honestino foi preso 5 vezes, sendo que na última, em 1973, não foi mais visto. Em 2013, o governo reconheceu a sua morte. Honestino nasceu em Goiás, s mudou com seus pais e irmãos para Brasília. Ao se unir ao movimento estudantil, Honestino passou a ser perseguido. Ele se mudou para São Paulo e Rio de Janeiro. Casado com Isaura e pais de Ju, Honestino acabou se separando da família. O filme traz depoimentos de familiares, viúvas, amigos, líderes estudantis, além de material de arquivo com entrevista de sua mãe. Imagens de Brasília dos anos 60 se alternam com o Brasil de Hoje. O filme faz um paralelo sobre a constante ameaça da extrema direita, incluindo nos tempos atuais. Como existe pouquíssimo material com Honestino, Bruno Gagliasso foi escalado para representá-lo como voz e corpo, em passagens estilhadas e poéticas. O filme traça um painel didático sobre os efeitos da ditadra instaurada em 1964, acompanhando as revoltas estudantis, incluindo o assasisnato de Edson de Souza. Um rico registro histórico sobre o Brasil dos anos 60 aos dias de hoje.

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