segunda-feira, 12 de outubro de 2026
Roqia
"Roqia", de Yanis Koussim (2025)
"O fundamenstalismo violento não é Islã, mas a leitura distorcida de seus textos." Leilah Ahmed, escritora egípicia. "Roqia", terror argelino, termina com esse letreiro. O filme é o presentante da Argéia à uma vaga ao Oscar de filme internacional 2027. "Roqia" concorreu no Festival de Veneza e em Sitges. Escrito e dirigido por Yanis Koussim, "Roqia" é uma palavra árabe para "exorcismo". Yanis Koussim decidiu contar uma história sobre seu povo, sua família e seu país, e disse em recente entrevista que a única forma de falar sobre o sofrimento de seu povo, era através do terror. O pano de fundo para a história, que se passa em 1992 e nos dias atuais, é a Guerra civil argelina, que durou de 1992 a 2002. O conflito entre o Governo e rebeldes islamicos ficou marcado por extrema violência, ataques a civis, massacres em vilarejos e assassinatos de jornalistas e intelectuais. Estima-se que o conflito tenha deixado entre 150 mil e 200 mil mortos.
No prólogo, soldados invadem casas e massacram civis. Na 1a história, em 1992, Ahmed (Ali Namous) sofre um grave acidente de carro, que o desfigura e o deixa com amnésia. Ao retornar para casa com o rosto enfaixado, ele é recebido por sua esposa e seus 3 filhos. O filho pequeno não o reconhece e acredita que o homem não seja seu ai. Os vizinhos comentam sobre Ahmed e ele ouve estranhos cânticos de noite. (esse segmento me lembrou de "Boa noite, mamãe"). No 2o segmento, nos dias atuais, um exorcista idoso, Raqi (Mostefa Djadjam), sofre de alzheimer. Seu discípulo (Akram Djeghim) teme que a saúde debilitada de seu mestre liberte um mal ancestral.
O filme tem ótimas cenas de tensão, tanto nos momentos de terror, quanto no drama. O roteiro é confuso,e a alegoria sobre o Mal, através da possessão e do exorcismo, não fica tão evidente, principalmente com personagens secundários qu surgem na trama.
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