domingo, 25 de outubro de 2026
The body remembers when the world broke open
"The body remembers when the world broke open", de Kathleen Hepburn e Elle Máijá Tailfeathers (2019)
Escrito e dirigdo por Kathleen Hepburn e Elle-Máijá Tailfeathers, "The body remembers when the world broke open" é inspirado em um encontro real ocorrido com a co-roteirista e co-diretora Elle-Máijá Tailfeathers, que também co-protagoiza o filme no papel de Áila. Narrado em tempo real e com linguagem de plano sequência (não real), o filme concorreu no Festival de Berlim e ganhou o premio de menção honrosa de melhor filme canadense no Festival de Toronto 2019.
Durante uma tarde chuvosa, Áila encontra na rua uma mulher descalça e chorosa, Rosie (Violent Nelson). Do outro lado da rua, o marido de Rosie a xinga. Áila a leva para a sua casa e tenta entender o que aconteceu. Ela descobre que Rosie foi vítima de violência doméstica e decide levá-la para abrir um boletim de ocorrência. Mas a inocência e ingenuidade de Rosie acabam sendo um empecilho na denúncia.
Áila e Rosie são duas descendentes indígenas, nascida sno Canadá. O filme linda com muitos temas: violência contra a mulher, misoginia, sororidade, e de que forma o silêncio de uma mulher muitas vezes é motivada pelo medo e falta de conhecimentos de seus direitos. Por trazer a narrativa do tempo real, o filme traz muitas cenas de silêncio, onde nada acontece, e essa linguagem acaba trazendo uma barreira ao espectador, que pode ficar entediado. Ao mesmo tempo, esse silêncio e os tempos mortos acabam trazendo uma conotação dramática e avassaladora sobre o destino de uma mulher vítima de feminicídio.
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