terça-feira, 27 de outubro de 2026

Tudo pode ser visto

"You can see everything", de Nathan Fielder e Lance Oppenheim (2026) Documentário mais bem avaliado pelos críticos, "Tudo pode ser visto" é produzido pela A24 e traz uma história baseada em fatos reais. Mas o que o diferencia de tantos outros filmes, é a forma como o filme é apresentado. Em uma narrativa cinemática, os diretores Nathan Fielder e Lance Oppenheim trazem elementos de construção ficional: uso de zomms para trazer tensão e expectativa, trilha sonora de filme de suspense, e o principal: dividido em 2 atos bem distintos: a 1a, documental, e a 2a, uma ficionalização mesclada a documentário, onde o espectadr fica sem saber o que é real e o que é encenado. O filme tem 3 horas de duração. Nathan Fielder é shor runner do seriado 'O ensaio", e Lance Oppnheim é diretor de "Primetime", cinebiografia com Robert Pattinson interpretando o jornalista Chris Hansen, âncora do programa de tv de sucesso 'To catch a predator". A principal personagem do filme é Elizabeth Holmes: chamada de Steve Jobs da nova geração, Elizabeth chegou a acumular uma fortuna de bilhões de dólares. Empresária da área de biotecnologia no Vale do Silício, Elizabeth criou um aparelho que, com apenas uma gota de sangue, conseguia trazer resultados de quase todas as doenças ( os exames de sague são caros nos Eua, e assim, seria uma forma de baratear os custos). Mas com o passar dos anos, foi revelado que muitos dos exames eram imprecisos, entre eles, o de HIV e cancer. Processada em uma fortuna pelas pessoas lesionadas, Elizabeth foi sentenciada à prisão de 11 anos, a datar de 30 de maio de 2023. Desde 2016, elizabeth se recusou a dar entrevistas. 7 anos depois, ela aceitou que a dupla de cineastas passasse 34 dias em sua casa, participando de toda a rotina de Elizabeth, seu marido Billy evans e dos 2 filhos pequenos. Findo os 34 dias, elizabeth se entregou à polícia. Nesse ato, elizabeth e Billy são entrevistados, e muita das fala,s postas em duvida por Nathan. O 2o ato traz a atriz Amanda Seyfried, que interpretou Elizabeth na série "The dropout", uma ficionalização da empresa Theranos. A própria Amanda dá vida à Elizabeth em momentos onde ela não pode ser vista. Mas o foco, além da pauta sobre o que é real ou não no filme, é expor Billy evans, como um vigarista, que negociou a participação dele com a A24, e como ela dá voz à elizabeth, decidindo tudo por ela. O foco muda para machismo, gaslighting e ganância. Um filme excelente, prejudicado ao meu ver pela longa duração, mas instigante no conceito.

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